Senador pede afastamento de Toffoli em caso Master e levanta suspeitas sobre relação com empresa ligada a familiares

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou nesta quinta-feira (12) um pedido na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja solicitada ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspeição do ministro Dias Toffoli na relatoria do inquérito sobre as fraudes no Banco Master. O parlamentar, que também é relator da CPI sobre crime organizado, alega que há indícios suficientes que questionam a permanência de Toffoli no caso.

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Vínculo comercial sob escrutínio

No requerimento enviado à PGR, o senador argumenta que a existência de um vínculo comercial, no qual o ministro poderia ser beneficiário de recursos pagos pelo investigado, comprometeria intensamente sua imparcialidade. Vieira ressalta que a justiça não deve apenas ser imparcial, mas também parecer imparcial perante a sociedade, e que a manutenção de Toffoli na relatoria, diante dos fatos relatados pela Polícia Federal (PF), afeta a credibilidade da investigação.

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Polícia Federal e reunião no STF

O pedido surge após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, na última segunda-feira (9), sobre a descoberta de uma menção ao nome de Toffoli em uma mensagem no celular do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Esse relatório da PF já foi notificado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

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Em resposta, Fachin convocou uma reunião com ministros do STF para discutir o relatório da PF e as menções ao ministro Toffoli. O encontro, realizado na sala da presidência do STF, tem como objetivo dar ciência aos demais membros sobre o material entregue pela PF e o conteúdo da defesa de Toffoli.

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Histórico de críticas e defesa de Toffoli

Toffoli tem sido alvo de críticas no último mês por permanecer como relator do caso. Matérias jornalísticas revelaram que a PF encontrou irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master, o qual comprou participação em um resort no Paraná pertencente a familiares do ministro. Em nota divulgada anteriormente, Toffoli confirmou ser um dos sócios do resort e negou ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro.

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Caso a PGR acate o pedido de suspeição, a decisão final caberá ao plenário do STF, que julgará o caso por maioria de votos. Não há um prazo definido para a manifestação da PGR, e outros pedidos de suspeição contra Toffoli já estão em análise.

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Com informações da Agência Brasil

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