Um marco histórico abriu a temporada de debates no Senado dos Estados Unidos: o senador democrata Cory Booker manteve-se na tribuna por pouco mais de 25 horas, criticando o então presidente Donald Trump. A maratona, iniciada na véspera, terminou pouco depois das 21h de terça-feira, estabelecendo a nova marca para a duração de um discurso na casa desde a década de 1950.
Booker não deixou o púlpito durante o tempo de fala; não houve saída para sentar ou buscar outros lugares. As únicas pausas ocorreram para ouvir perguntas de colegas próximos ao seu partido. O propósito foi claro: usar o tempo para pressionar por uma agenda de oposição firme ao governo e chamar atenção para críticas a políticas do executivo, incluindo temas de segurança, economia e governança.
O recorde anterior pertencia ao senador Strom Thurmond, em 1957, quando realizou uma tarefa de obstrução com mais de 24 horas de fala em uma tentativa de bloquear a extensão de proteções federais a direitos civis de afro-americanos. Booker ultrapassou esse marco com pouco mais de 25 horas de discurso.
Apesar da duração, a maratona não interrompeu a votação de projetos de lei nem alterou a agenda legislativa imediata. Analistas interpretaram o feito como uma sinalização de oposição norte-americana mais contundente por parte de correntes do Senado, especialmente em um momento de acirramento político.
Ao final, colegas aplaudiram o marco, e a própria ação convidou a debates sobre o uso de discursos longos como ferramenta política no Legislativo, bem como sobre os limites do tempo de fala em sessões públicas. O episódio figura entre as histórias de maior destaque de 2025 na cobertura política.
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