Precatórios elevam previsão de déficit primário do governo para R$ 59,8 bilhões em 2026

A previsão para o déficit primário do governo em 2026 subiu de R$ 29,5 bilhões para R$ 59,8 bilhões, impulsionada pelo aumento de gastos obrigatórios e pela inclusão de precatórios. A atualização consta do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, apresentado ao Congresso Nacional.

Leia mais

Entendendo o déficit primário e os precatórios

O déficit primário refere-se ao resultado negativo das contas do governo, excluindo os pagamentos de juros da dívida pública. A nova estimativa considera os precatórios, que foram retirados da meta fiscal até 2026 após um acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023. Outros gastos com defesa, saúde e educação também estão fora do cálculo da meta fiscal.

Leia mais

Impacto no endividamento e projeção alternativa

Somando os precatórios e outras despesas fora do arcabouço fiscal, a previsão de gastos excluídos da meta de resultado primário chega a R$ 59,8 bilhões. Essa elevação impacta diretamente o endividamento do governo.

Leia mais

No entanto, ao excluir os precatórios e as exceções do arcabouço fiscal, o governo projeta um superávit primário de R$ 3,5 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos destinada ao pagamento dos juros da dívida pública.

Leia mais

Bloqueio de verbas e o Orçamento de 2026

Devido à projeção de superávit, o governo não realizou contingenciamentos de verbas no Orçamento deste ano. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento bloquearam apenas R$ 1,6 bilhão, um valor necessário para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas desvinculado da meta de resultado primário.

Leia mais

Receitas e despesas: o cenário detalhado

Receitas líquidas em queda

Leia mais

O relatório bimestral prevê uma queda de R$ 13,7 bilhões nas receitas líquidas em comparação com o valor aprovado no Orçamento de 2026. Essa redução seria ainda maior se não fosse o aumento de R$ 16,7 bilhões nas estimativas de royalties, impulsionado pela alta do preço do petróleo devido à guerra no Oriente Médio.

Leia mais

Aumento nas despesas totais

A equipe econômica também estima um aumento de R$ 23,3 bilhões nas despesas totais. Desse montante, R$ 18,9 bilhões são de gastos obrigatórios e R$ 4,4 bilhões de gastos discricionários.

Leia mais

Fatores que pressionaram os gastos

Os créditos extraordinários foram um dos principais fatores de pressão nas despesas, com um aumento de R$ 15,9 bilhões em relação ao Orçamento. A Previdência Social teve alta de R$ 1,6 bilhão em benefícios, e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) aumentou R$ 1,9 bilhão.

Leia mais

Principais quedas nas receitas

Do lado das receitas, destacam-se a queda de R$ 13,5 bilhões na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e de R$ 6,8 bilhões no Imposto de Importação. A redução nas tarifas de importação deve-se à desvalorização do dólar em relação ao estimado no Orçamento original.

Leia mais

Com informações da Agência Brasil

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Manaus Alerta