A concentração de poluentes no ar ultrapassou os limites estabelecidos em todo o território nacional, segundo análise recente. Apenas o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de nitrogênio (NO₂) mantiveram-se, em sua maioria, dentro dos padrões de qualidade do ar, com poucas ultrapassagens pontuais registradas em estados como o Maranhão.
O ozônio (O₃) apresentou um aumento médio de 11% nas medições de 2024, com maiores índices em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia.
O monóxido de carbono (CO) registrou tendência de aumento de 17% no Rio Grande do Sul, com ocorrências também no Rio de Janeiro e Pernambuco.
Já o dióxido de nitrogênio (NO₂) teve um acréscimo de até 22% no Rio de Janeiro, com elevações também observadas em São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
O Espírito Santo detectou um aumento de 16% na concentração de dióxido de enxofre (SO₂), com variações positivas também vistas no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O material particulado fino (MP2.5), com maior capacidade de penetração no organismo, apresentou uma tendência de redução de até 8,4% em estações de São Paulo.
Por outro lado, o material particulado inalável (MP10) registrou a maior tendência de aumento, atingindo 8% em uma estação localizada em uma escola em Minas Gerais.
O relatório do Ministério do Meio Ambiente (MMA) destaca a necessidade de implementar e fortalecer planos estaduais de gestão da qualidade do ar, com estratégias integradas de controle de emissões, inventários e expansão das redes de monitoramento.
A rede de monitoramento da qualidade do ar no país conta com 570 estações, um aumento de 19% em relação a 2023. Contudo, o relatório aponta limitações no envio de informações pelos estados ao Sistema Nacional de Gestão da Qualidade do Ar (MonitorAr), com 21 estações sem status informado e 75 inativas.
JP Amaral, gerente de natureza do Instituto Alana, ressalta que, apesar dos desafios, o relatório representa um avanço na governança nacional do setor, impulsionado pela Política Nacional de Qualidade do Ar, criada em 2024.
Para Amaral, é fundamental avançar na atualização do Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (Pronar), definir parâmetros para níveis críticos de poluição e elaborar planos de contingência, especialmente para lidar com picos de poluição que não foram contemplados na análise de média anual.
Com informações da Agência Brasil
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