A Polícia Legislativa do Congresso Nacional irá investigar o vazamento de informações sigilosas obtidas durante a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação foi confirmada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Viana admitiu que houve tentativas e vazamentos de dados que deveriam permanecer restritos à investigação, o que poderia comprometer as provas. O senador garantiu que o interesse da CPMI se concentra nas relações de Vorcaro com entes públicos e o sistema financeiro, e não em informações de foro íntimo.
O presidente da CPMI do INSS também adiantou a intenção de convidar para depor, no mesmo dia, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto. O objetivo é obter visões sobre o Caso Master e a oferta de crédito consignado em benefícios do INSS, buscando evitar confrontos políticos.
"Da mesma forma que o escândalo do INSS passou por três governos, o Master também teve governos que influenciaram, porque não é um escândalo que começou agora", ressaltou Viana, afirmando que ambos têm explicações a dar.
Sobre a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF), Viana comentou que a deputada Maria Gorete Pereira, apontada como figura central do esquema, foi citada diversas vezes nas audiências da CPMI. O senador prevê novas prisões, além das 14 já efetuadas ligadas ao escândalo do INSS.
Questionado sobre o suposto envio de recursos públicos para uma associação ligada à Igreja Batista Lagoinha, Carlos Viana mencionou que seis igrejas apareceram nas investigações e que todos os sigilos bancários foram quebrados. Ele negou que a Igreja Lagoinha tenha recebido dinheiro do INSS, mas confirmou que um pastor afastado da instituição, Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do Master, já foi convocado pela CPMI.
O presidente da CPMI destacou a publicação no Diário Oficial da União da suspensão de novas operações de crédito consignado envolvendo o banco C6, devido ao descumprimento de regras e cobranças indevidas. Viana defendeu a prorrogação do prazo dos trabalhos da comissão, que se encerra em 28 de março, argumentando a necessidade de investigar o rombo na Previdência e evitar que o ocorrido se repita.
Com informações da Agência Brasil
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