Plataformas de criptoativos no Brasil terão sigilo bancário de usuários a partir de março

As plataformas que intermediaram transações com criptoativos, conhecidas como Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais (SPSAVs), deverão, a partir de 1º de março, manter o sigilo das operações de seus clientes e usuários. A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (26), com o objetivo de enquadrar o setor às instituições financeiras tradicionais.

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Obrigatoriedade do sigilo e combate a ilícitos

Com a nova regulamentação, as SPSAVs passam a ser obrigadas a seguir a Lei Complementar 105, que trata da obrigatoriedade do sigilo bancário. Essa medida exige a comunicação às autoridades em casos de suspeitas de crimes, como lavagem de dinheiro, fraudes e corrupção envolvendo ativos virtuais.

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O Banco Central (BC) informou que a mudança visa promover maior isonomia regulatória e ampliar a capacidade de prevenção e combate a práticas ilícitas. A autoridade monetária destacou que a nova regra aumenta a responsabilidade de governança das prestadoras de serviços e consolida a integração dessas empresas ao perímetro regulatório do BC.

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Novas regras contábeis para ativos virtuais

Além da exigência de sigilo, o CMN e o BC aprovaram resoluções com critérios contábeis específicos para o reconhecimento, mensuração e divulgação de ativos virtuais. Essas novas normas contábeis entram em vigor em 1º de janeiro de 2027.

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A regulamentação abrange os ativos definidos pela Lei 14.478, de 2022, incluindo tokens de utilidade para pagamentos ou investimentos. Ativos que representam instrumentos financeiros tradicionais continuarão seguindo suas normas já estabelecidas.

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Os ativos virtuais deixarão de ser classificados como “outros ativos não financeiros”, passando a ter um tratamento contábil específico e alinhado a práticas internacionais. O BC acredita que essa medida aumentará a transparência e a comparabilidade das informações, além de trazer mais previsibilidade para o mercado.

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Integração ao sistema financeiro

A figura das SPSAVs foi criada em novembro de 2025, como parte do processo de regulamentação do mercado de criptoativos conduzido pelo Banco Central. O intuito é equiparar o tratamento regulatório entre instituições financeiras tradicionais e empresas que operam com ativos virtuais.

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Segundo o regulador, regras mais claras devem aumentar a confiança dos investidores, fortalecer a gestão de riscos e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro na oferta de serviços relacionados a criptoativos.

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Com informações da Agência Brasil

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