PF investiga prefeito de Manaus por corrupção após ser citado em grampo, aponta UOL

De acordo com informações divulgadas pelo portal UOL, a Polícia Federal (PF) está investigando o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), candidato à reeleição, por suspeitas de corrupção e favorecimento em licitações. A investigação foi impulsionada por escutas telefônicas, que apontam o pagamento de propinas para garantir que empresas ganhassem contratos com a Prefeitura de Manaus. O montante envolvido chegaria a R$ 100 mil, e a entrega teria sido feita à irmã do prefeito, Dulce Almeida, que também ocupa o cargo de secretária municipal de Educação.

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Segundo um relatório do Ministério Público Federal (MPF), a propina teria sido paga por José Antonio Marques, sócio da Tumpex, uma empresa responsável pela coleta de lixo na cidade. Em troca, a empresa teria sido favorecida em uma licitação de R$ 6 milhões para o fornecimento de sacos de ráfia, material utilizado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

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Desdobramentos da investigação

A investigação da PF revelou que José Antonio estava sendo monitorado desde março de 2022, quando era investigado por sonegação fiscal. Durante as interceptações telefônicas, ele mencionou o suposto pagamento de propina em conversas com outros empresários, afirmando que havia recebido ajuda para vencer a licitação. O empresário também teria recebido informações privilegiadas sobre a quantidade de lotes disponíveis antes da publicação do edital de licitação.

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A prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria de Comunicação (Semcom), negou as acusações, afirmando que a investigação irá demonstrar a inexistência de qualquer irregularidade. A administração municipal também informou que medidas legais serão tomadas contra quem fez as "falsas alegações", alegando que a divulgação do caso é uma tentativa de prejudicar a campanha eleitoral de David Almeida.

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Possíveis irregularidades em contratos e sonegação fiscal

Além do esquema de propina, a PF também investiga irregularidades fiscais envolvendo a Tumpex. A empresa é suspeita de utilizar notas frias para sonegar impostos, deixando de pagar cerca de R$ 120,7 milhões entre 2016 e 2019. A Soma, uma outra empresa de terraplanagem com o mesmo quadro societário da Tumpex, também teria recebido pagamentos milionários da prefeitura durante o mesmo período, totalizando R$ 177,6 milhões.

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Os investigadores continuam apurando o possível envolvimento de outras figuras públicas e empresários no esquema, enquanto o MPF recomenda o aprofundamento das investigações. O caso segue em fase judicial, e o desfecho dependerá das novas evidências que possam surgir nos próximos meses.

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Com informações do portal UOL

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