Uma operação conjunta entre as polícias de São Paulo e Santa Catarina resultou na prisão de duas pessoas e no desmantelamento de um esquema de lavagem de dinheiro avaliado em R$ 1,1 bilhão. A investigação, que aponta a participação direta do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para movimentar recursos ilícitos, simulando vendas de produtos eletrônicos e ocultando o verdadeiro fluxo financeiro.
O delegado titular da 3ª Divisão de Investigações Gerais (DIG), Fernando David, destacou a participação do PCC no esquema. "Existe uma torpeza, para algumas empresas, alguns empresários, de se conectar com o PCC, que virou uma verdadeira plataforma de serviços para quem quer aumentar os lucros", afirmou em entrevista coletiva.
A plataforma principal utilizada para as vendas no Brasil era a Knup, mas os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada, que atuavam como contas de passagem. As notas fiscais eram emitidas por outras empresas, configurando uma complexa teia de fraudes.
O promotor Ivan Agostinho, do Ministério Público de São Paulo (MPSP), explicou que o objetivo da investigação é a "asfixia financeira" da organização criminosa. "É o único caminho em que a gente consegue atingir as organizações criminosas", declarou.
A investigação comprovou uma sistemática confusão patrimonial, com o intuito de fraudar o fisco, credores e o sistema judiciário. Crimes fiscais identificados serão comunicados aos órgãos competentes.
O Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp), do MPSP, obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão. Entre os bens bloqueados estão imóveis de luxo avaliados em R$ 25 milhões, veículos, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.
Com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
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