Novos dados indicam que ômicron é menos grave, mas alerta permanece

A onda de infecções pela variante ômicron do coronavírus parece ser mais branda, segundo estudos recentes e preliminares publicados no Reino Unido e na África do Sul. As informações são do IG

Leia mais

As evidências iniciais sugerem que menos pessoas infectadas estão precisando ser hospitalizadas na comparação com outras variantes. As estimativas variam de 30% a 70% de redução na necessidade de hospitalização.

Leia mais

Ainda assim, resta a preocupação de que um grande número de infecções acabe sobrecarregando os hospitais.

Leia mais

No Reino Unido, mais de 100 mil casos da covid-19 foram registrados em um único dia, pela primeira vez.

Leia mais

Um estudo preliminar da Universidade de Edimburgo, na Escócia, vem acompanhando justamente o número de pessoas infectadas que acabam precisando do hospital. Segundo os pesquisadores, se a ômicron se comportasse da mesma forma que a variante delta, seria esperado que 47 pessoas já tivessem sido hospitalizadas na Escócia, mas até agora, há apenas 15 pacientes nessa situação. Esses resultados foram publicados na quarta-feira (22/12) e ainda não passaram pela chamada revisão dos pares.

Leia mais

Além da redução de cerca de dois terços no número de pessoas que precisaram de cuidados hospitalares, houve poucos registros de pacientes idosos ou com alguma condição de risco.

Leia mais

Jim McMenamin, diretor responsável pela situação da covid-19 na Public Health Scotland (representação do sistema público de saúde na Escócia), descreveu os resultados preliminares como uma "boa notícia".

Leia mais

Ele alertou, entretanto, ser importante "não nos precipitarmos". Afinal, a ômicron está se espalhando incrivelmente rápido e o acúmulo de casos poderia anular a aparente vantagem de esta variante provocar uma doença mais suave.

Leia mais

O professor Mark Woolhouse, da Universidade de Edimburgo, disse: "Uma infecção pode ser relativamente branda individualmente para a grande maioria das pessoas, mas o potencial de todas essas infecções ocorrerem de uma vez e colocarem uma séria pressão sobre o NHS (o sistema público de saúde) permanece."

Leia mais

Enquanto isso, outro estudo, da África do Sul, também apontou que a ômicron pode ser mais amena. Publicado na terça (21), este trabalho não passou ainda pela revisão dos pares.

Leia mais

Os resultados preliminares mostram que os pacientes tiveram de 70% a 80% menor propensão a necessitar de hospitalização — a variação percentual tem a ver com qual variante ou onda de infecções prévia foi usada para comparação.

Leia mais

No entanto, o estudo sugeriu que o desenrolar da doença entre os poucos pacientes que foram hospitalizados com a ômicron foi o mesmo do que entre os pacientes infectados por outras variantes.

Leia mais

"De forma convincente, nossos dados conjuntamente sugerem uma constatação positiva de gravidade reduzida na ômicron, na comparação com outras variantes", afirmou Cheryl Cohen, do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis, na África do Sul.

Leia mais

População mais protegidaAcredita-se que a redução na gravidade seja resultado da combinação de características fundamentais da ômicron e de altos níveis de imunidade na população, devido à vacinação e a infecções anteriores.

Leia mais

Uma análise da ômicron publicada pela universidade Imperial College London na quarta-feira (22) sugere que as mutações nesta variante a tornaram mais branda do que a delta.

Leia mais

Os autores da análise afirmaram que as chances de uma pessoa infectada precisar de atendimento de emergência são 11% menores com a ômicron do que com a delta, em casos de pessoas sem imunidade prévia.

Leia mais

Mas no Reino Unido, esse dado acaba se aplicando a relativamente poucas pessoas devido aos altos níveis de vacinação e de infecção anterior no país.

Leia mais

Considerando o grupo bem maior de pessoas com algum grau de imunidade, a propensão a precisar de atendimento emergencial é de 25% a 30% menor com a ômicron; e a propensão à hospitalização por mais de um dia é reduzida em 40% com esta variante.

Leia mais

Um dos autores da análise, o professor Neil Ferguson, afirmou que esta "é claramente uma boa notícia, até certo ponto."

Leia mais

Ele alertou que estas reduções não foram suficientes "para mudar drasticamente" a velocidade com que a ômicron está se espalhando e que "há o potencial de ainda haver um número de hospitalizações que poderia colocar o sistema de saúde em uma posição difícil".

Leia mais

Peter Openshaw, também do Imperial College, mas não envolvido no estudo, afirmou que todas essas publicações preliminares recentes não podem ser interpretadas como se a ômicron tivesse transformado a covid-19 em "um resfriado comum".

Leia mais

"Isto seria um interpretação equivocada", diz Openshaw.

Leia mais

Alguns estudos em laboratório sugeriram possíveis razões para a ômicron ser mais suave.

Leia mais

A Universidade de Hong Kong demonstrou que a variante é eficiente em infectar as vias respiratórias, mas não tanto para entrar nos tecidos profundos dos pulmões, o que causaria mais danos.

Leia mais

A Universidade de Cambridge também descobriu que a variante não é tão boa em fundir células pulmonares, o que acontece nos pulmões de pessoas que ficam gravemente doentes.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Manaus Alerta