Milton Ribeiro se reuniu 18 vezes com pastores em 15 meses, diz PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro teria se reunido 18 vezes, em um período de 15 meses, com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, suspeitos de envolvimento em um suposto esquema de tráfico de influência no Ministério da Educação. A informação foi anexada pela Polícia Federal ao processo sobre o assunto.

Leia mais

De acordo com o inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual o R7 teve acesso na íntegra, em depoimento à Polícia Federal, Milton Ribeiro afirmou que ministro de Estado não tem a atribuição de direcionar verbas.

Leia mais

No entanto, para a PGR, na oitiva, o ex-ministro não negou que tenha cometido irregularidades. Milton é acusado de receber pastores para combinar a distribuição de verbas do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) para prefeituras indicadas pelos religiosos.

Leia mais

Segundo as investigações, em troca da intermediação de envios de verba, os pastores receberiam propina. "Da análise das alegações do ministro representado, observa-se que este em momento algum negou ou apontou falsidade no conteúdo da notícia veiculada pela imprensa, admitindo, inclusive, a realização de encontros com os pastores nela mencionados", diz o texto da PGR, anexado ao inquérito.

Leia mais

Em nota enviada à imprensa nesta segunda-feira (27), a defesa do ex-ministro reafirma que Milton Ribeiro "não cometeu qualquer ilicitude, independentemente da esfera de apuração". O comunicado diz ainda que "quando o ministro tomou conhecimento de denúncias envolvendo terceiros, com quem encontrou pouquíssimas vezes, imediatamente comunicou o fato à CGU, requisitando pronta investigação e acionamento da Procuradoria da República".

Leia mais

Após as denúncias, Milton e os pastores chegaram a ser presos por determinação do juiz Renato Boretti, da 15ª Vara Federal de Brasília, mas tiveram as detenções revogadas pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF-1).

Leia mais

"A ideia de que 'não há qualquer hipótese e nenhuma previsão orçamentária que possibilite a alocação de recursos para igrejas de qualquer denominação religiosa', se opõe ao argumento de que não é apenas a destinação dos próprios recursos públicos a igreja que se inquina, mas a existência de uma potencial contrapartida à prioridade concedida na liberação dessas verbas", destaca o Ministério Público.

Leia mais

"Não bastante, conforme noticiado, os líderes religiosos Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura teriam se reunido com o Ministro da Educação por 18 vezes nos últimos quinze meses, além de haver da menção de viagens domésticas na companhia do ministro, o que não foi esclarecido oficialmente", completa a PGR.

Leia mais

No depoimento que o ex-ministro prestou à Polícia Federal, quando ainda estava no cargo, ele afirma que não existia previsão para envio de verba para igrejas. "Ressalto que não há qualquer hipótese e nenhuma previsão orçamentária que possibilite a alocação de recursos para igrejas de qualquer denominação religiosa. Por fim, reafirmo o meu compromisso republicano de exercer as atribuições desta pasta em prol do interesse público e do futuro da Educação do Brasil", declarou Milton. Com informações do R7.

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Manaus Alerta