A polícia suíça anunciou a identificação das últimas 16 vítimas do trágico incêndio que devastou o bar Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana, nos Alpes Suíços, durante as celebrações de Ano Novo. O incidente, que resultou na morte de pelo menos 40 pessoas e deixou mais de 115 feridos, muitos em estado grave, mobilizou autoridades na difícil tarefa de reconhecimento dos corpos, dificultada pela intensidade do fogo.
As investigações preliminares sugerem que o incêndio teve início a partir de velas ou sinalizadores acoplados a garrafas de champanhe. De acordo com a promotora Beatrice Pilloud, responsável pelo caso, esses elementos estavam próximos ao teto do estabelecimento, o que teria contribuído para uma rápida e generalizada conflagração. A hipótese de um ataque ou ato criminoso foi descartada pelas autoridades, que tratam o incidente como acidental. Testemunhas relataram cenas de pânico e caos, com pessoas tentando escapar pelas janelas enquanto o fogo se alastrava rapidamente.
A complexidade na identificação dos corpos, devido ao estado em que foram encontrados, exigiu dias de trabalho intensivo por parte da polícia e das equipes forenses. Famílias angustiadas aguardavam notícias, enquanto buscas por amigos e entes queridos eram realizadas através das redes sociais. O presidente suíço, Guy Parmelin, classificou o evento como uma “calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”, decretando luto oficial com bandeiras a meio mastro. O hospital que atendeu a maioria dos feridos informou que 50 pessoas foram transferidas para centros especializados em queimaduras em diversos países europeus. Entre as vítimas confirmadas está o jovem golfista italiano Emanuele Galeppini, de 16 anos, que passava férias na região com a família. O governo italiano confirmou que pelo menos 16 de seus cidadãos estavam entre os mortos, enquanto a França reportou feridos e desaparecidos. O governo brasileiro informou, até o momento, não ter registro de vítimas do país.
O bar Le Constellation, com capacidade para 300 pessoas, era um local popular entre turistas jovens. A investigação agora se concentrará em apurar se o estabelecimento cumpria as normas de segurança vigentes e possuía o número adequado de saídas de emergência. A tragédia levanta questionamentos sobre a segurança em locais de entretenimento e a necessidade de rigorosa fiscalização, especialmente em eventos com grande concentração de pessoas e uso de elementos pirotécnicos. Autoridades de diferentes países estão em contato para auxiliar nas investigações e no apoio às famílias afetadas. Proprietários do bar, de nacionalidade francesa, teriam escapado ilesos, segundo um parente, mas ainda não se pronunciaram oficialmente.
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