Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais e elogia reforma tributária

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu uma nova arquitetura para os benefícios sociais no Brasil, ao mesmo tempo em que ressaltou a importância de um Banco Central (BC) atuante e elogiou a reforma tributária como um dos principais legados de sua gestão.

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Banco Central e a vigilância de Haddad

Haddad enfatizou a necessidade de "cuidar do Banco Central", pois a instituição "pode efetivamente contribuir muito, ou prejudicar muito, os governos e o país". Ele afirmou ser "muito atento a tudo que o Banco Central diz e faz", explicando que suas críticas à manutenção dos juros altos são reflexões e não ataques à reputação do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

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"Quando eu digo que eu não vejo muita razão para o juro real continuar subindo como está, uma vez que a inflação está caindo e o juro nominal está estável em 15%, eu não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas estou fazendo uma reflexão. Uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer", declarou o ministro.

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Caso Banco Master

O ministro também elogiou a atuação de Galípolo em relação às denúncias envolvendo o Banco Master. "O fato concreto é que o Banco Master, até 2024, teve um crescimento exponencial que foi estancado assim que o Galípolo tomou posse. Ele se deparou com uma situação muito preocupante em relação ao que se verificava ali", afirmou.

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Haddad mencionou a descoberta de uma fraude de R$ 12 bilhões no caso. "Diante disso, não havia muito o que fazer, à luz não apenas do patrimônio do próprio Master como do patrimônio do banco que comprou uma carteira fraudada", acrescentou.

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Para o ministro, as investigações dos órgãos competentes deverão apontar os responsáveis pela gestão fraudulenta e como o banco atingiu tal dimensão.

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Reforma tributária como legado

Sobre a reforma tributária, Haddad a classificou como o principal legado que deixará ao país. Ele acredita que, após sua aprovação, o Brasil se posicionará entre os melhores sistemas tributários do mundo.

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"As pessoas ainda não têm condição de entender a profundidade da mudança que vai acontecer nos impostos sobre consumo no Brasil. Hoje nós temos um dos piores sistemas tributários do mundo atestado pelo Banco Mundial. A última avaliação nos colocava na posição 184 entre 190 países avaliados, uma posição vexaminosa. Mas eu acredito que nós vamos saltar para um dos melhores sistemas tributários do mundo", avaliou.

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O ministro destacou que a nova avaliação positiva se dará pelo nível de "digitalização e transparência" incorporados à reforma. "A reforma tributária vai entrar para a história, e eu acredito que, a partir de 1º de janeiro do ano que vem, isso esteja já claro para todos nós", concluiu.

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Com informações da Agência Brasil

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