Fim da escala 6x1 é prioridade do governo, afirma ministro Guilherme Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, reafirmou nesta segunda-feira (23) que o fim da escala 6x1 é uma das principais prioridades do governo federal para este ano. A proposta defendida pelo governo é a adoção máxima da escala 5x2, garantindo ao trabalhador, no mínimo, dois dias de descanso consecutivos por semana, com a redução da jornada máxima para 40 horas semanais sem diminuição salarial.

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Resistência empresarial e avanços históricos

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Boulos reconheceu a resistência de empresários à medida, mas a comparou a avanços históricos como a instituição do salário mínimo, do 13º salário e das férias remuneradas. Segundo o ministro, a oposição de empregadores a direitos trabalhistas é uma constante, assim como as previsões de colapso econômico que nunca se concretizaram.

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Outras prioridades do governo

Além do fim da escala 6x1, Boulos destacou outras prioridades do governo federal. A aprovação da PEC da Segurança Pública é fundamental para a criação de um Ministério da Segurança Pública com atribuições legais claras. A garantia de direitos para trabalhadores de aplicativos de transporte também está em pauta, com a necessidade de estabelecer taxas fixas repassadas às empresas, combatendo a prática de reter metade do lucro das viagens.

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Regulação de trabalhadores de aplicativo

O debate sobre a regulação dos trabalhadores de aplicativos se estende aos entregadores. No final do ano passado, a pasta de Boulos anunciou a formação de um grupo de trabalho para elaborar propostas de regulação trabalhista para a categoria, buscando combater a exploração e garantir direitos.

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Hidrovias e pauta indígena no Pará

O ministro também abordou a questão das hidrovias e o protesto de lideranças indígenas do Pará contra o Decreto nº 12.600, de agosto de 2025, que incluiu rios como Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND). Representantes indígenas ocuparam o escritório da Cargill em Santarém, exigindo a revogação do decreto por considerarem que ele ameaça o meio ambiente e a soberania alimentar.

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Boulos afirmou defender que o governo atenda à pauta indígena, demonstrando otimismo em relação a notícias positivas sobre o tema. Ele indicou que a decisão sobre a revogação do decreto passará por debate com outros ministérios envolvidos na sua elaboração, mas reiterou que sua defesa é pela atenção às reivindicações indígenas, que considera justas e necessárias.

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Com informações da Agência Brasil

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