Ex-CEO da Dior no Brasil declara apoio à Lula nas eleições presidenciais

Em entrevista concedida à revista Veja, a ex-CEO da Dior no Brasil, Rosângela Lyra, declarou apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) nas eleições deste ano.

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Lyra, que foi crítica do governo de Dilma Rousseff (PT), inclusive integrando grupos que pediam o impeachment da ex-presidente, afirmou que o petista é a única alternativa viável para vencer Jair Bolsonaro (PL).

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Além disso, a empresária destacou que apoia a candidatura de Lula por acreditar que ele fará uma “ótima gestão”, ainda que em um eventual terceiro mandato vá receber o “país em frangalhos”.

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Lyra avalia que Lula evitaria repetir “erros do passado”. Apesar de ser crítica aos escândalos de corrupção que envolveram o Partido dos Trabalhadores, como o Mensalão e o Petrolão, ela defende que ao contrário dos “clichês que as pessoas repetem”, o ex-presidente não seria um ladrão e que dentre todas as siglas envolvidas nos casos, o PT seria a que teve menos indiciados e presos.

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Defensora da Operação Lava Jato, a ex-CEO cita que era muito próxima de Deltan Dallagnol, ex-procurador do Ministério Público Federal, mas que se afastou ao notar o que a operação estaria “forçando” para prender o ex-presidente.

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A desconfiança veio muito antes da “Vaza Jato”, diz a empresária. A Vaza Jato foi um trabalho jornalístico realizado pelo site The Intercept Brasil que revelou conversas realizadas por meio do aplicativo Telegram entre membros da força-tarefa, como o então juiz Sergio Moro e Deltan.

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Lula chegou a ser condenado e foi preso em abril de 2018. Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro de 2019, o petista foi solto.

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Na ocasião, a Corte decidiu por 6 a votos a 5 que um condenado só poderia ser preso após o trânsito em julgado, ou seja, quando não é mais possível recorrer da decisão.

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Em abril do no passado, o STF também anulou as condenações da Lava Jato contra o ex-presidente ao considerar que a 13ª Vara Federal de Curitiba não teria competência para julgar Lula, já que os supostos crimes teriam acontecido em Brasília.

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Dois meses depois, em junho, os magistrados também confirmaram a decisão que considerava Moro parcial no caso triplex, do Guarujá, por 7 votos a 2. Em janeiro, o caso foi arquivado na justiça. Hoje, Moro é filiado do Podemos e também é pré-candidato à presidência da República.

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A juíza Pollyanna Alves, da 12ª Vara Federal Criminal em Brasília, partiu da premissa — já sugerida pelo MPF — que não existia mais a possibilidade de Lula ser punido. Isso porque o ex-presidente tem mais de 70 anos, e pela lei brasileira, o prazo para prescrição cai pela metade.

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Sobre uma possível terceira via, a ex-Dior cita João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB), Eduardo Leite (PSDB) e Alessandro Vieira (Cidadania) como “bons nomes”, mas não acredita que nenhum dos candidatos venceria Bolsonaro.

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Lyra é uma das signatárias do movimento “Lula no Primeiro Turno”, manifesto que será lançado no dia 15 de março em São Paulo e reúne empresários, advogados e artistas, como revelou a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

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O primeiro turno das eleições de 2022 acontecem no dia 2 de outubro. Um eventual segundo turno será no dia 30 do mesmo mês. Com informações do Money Times.

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