Especialista alerta: Trump pode tentar influenciar eleições no Brasil, mas com risco de prejudicar a direita

A atuação do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na América Latina pode se estender às eleições brasileiras, mas essa interferência pode ter o efeito contrário ao desejado, minando a direita. A avaliação é de Erick Langer, professor da Universidade de Georgetown, que vê em Trump uma estratégia de expansão de influência no hemisfério americano, com objetivos econômicos claros, especialmente na Venezuela.

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Objetivo na Venezuela e o receio de um controle econômico

Segundo Langer, a intenção de Trump na Venezuela seria estabelecer uma “colônia econômica”, voltada para a exploração de petróleo por empresas americanas. O professor sugere que o regime político na Venezuela se torna secundário nesse plano, desde que os interesses econômicos sejam atendidos. Ele aponta que a recente operação que levou à saída de Nicolás Maduro do poder pode ter sido facilitada por acordos internos na cúpula chavista, visando a manutenção do controle, mas sob a égide dos interesses americanos.

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Pressão sobre o México e o futuro de Cuba

A estratégia de Trump também envolveria pressionar o México para que deixe de auxiliar Cuba, intensificando o isolamento econômico da ilha. O objetivo seria consolidar o domínio americano na região, utilizando a dependência econômica como ferramenta de pressão política.

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O Brasil como contrapeso e o nacionalismo

O Brasil, por sua dimensão e importância regional, é visto por Langer como um “grande contrapeso” às ambições americanas. No entanto, o especialista prevê que qualquer tentativa de interferência de Trump nas eleições brasileiras, especialmente se voltada a favorecer candidaturas de direita, poderia despertar um forte sentimento nacionalista. Esse nacionalismo, segundo ele, falaria mais alto, acabando por prejudicar os próprios alvos da intervenção externa.

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Langer ressalta que a influência de Trump no hemisfério americano é notória, comparando sua visão a uma busca por uma “esfera de poder”. A forma como a China reagirá a essa nova doutrina americana, especialmente considerando seus investimentos em países como a Venezuela, é um ponto crucial a ser observado no novo cenário geopolítico mundial.

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