Entidades criticam urgência de projeto que altera Lei de Crimes Ambientais na Câmara

A decisão da Câmara dos Deputados de aprovar, no início desta semana, a urgência para a votação do Projeto de Lei 2.564/2025, que propõe alterações na Lei de Crimes Ambientais, gerou críticas de diversas entidades. O texto, de autoria do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), é visto por ambientalistas como um retrocesso na proteção ambiental.

Leia mais

Perda de instrumento de combate

O Observatório do Clima, que congrega organizações socioambientais, institutos de pesquisa e movimentos sociais, avalia que a mudança na lei pode significar a perda do principal instrumento de combate ao crime ambiental no país.

Leia mais

Mudança no processo de embargo

Atualmente, órgãos como o Ibama utilizam sistemas de monitoramento remoto e dados públicos para identificar desmatamento ilegal. Com base nisso, aplicam embargos administrativos como medida cautelar, paralisando temporariamente atividades para evitar a continuidade dos danos, antes de instaurar o processo administrativo.

Leia mais

A nova proposta, caso aprovada, exigiria a notificação prévia do possível infrator para esclarecimentos antes da aplicação do embargo. O Observatório do Clima compara a medida a obrigar a polícia a avisar um crimino financeiro sobre uma investigação, permitindo que ele continue agindo.

Leia mais

Defesa da lei atual

Ambientalistas defendem a Lei 9.605, de 1998, como um marco na proteção ambiental, ressaltando a consolidação e confiabilidade do uso de geotecnologias e monitoramento remoto no Brasil.

Leia mais

Preocupação do setor privado

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, composta por mais de 450 representantes do setor privado, sociedade civil, academia e setor financeiro, manifestou preocupação com a aceleração da tramitação do projeto. A coalizão defende que mudanças de tamanha relevância sejam pautadas em evidências e debate público qualificado.

Leia mais

O grupo entende que a tramitação em regime de urgência pode comprometer a construção de soluções robustas, aumentando o risco de insegurança jurídica e a perda de efetividade na resposta estatal ao desmatamento ilegal. A coalizão reitera a importância de consolidar e ampliar a efetividade dos instrumentos já existentes de combate aos crimes ambientais.

Leia mais

Com informações da Agência Brasil

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Manaus Alerta