O número de matrículas na educação profissional e tecnológica (EPT) no Brasil apresentou um crescimento expressivo de 68,4% entre 2021 e 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Em 2021, o país registrou 1.892.458 matrículas, número que saltou para 3.187.976 alunos em 2025.
O avanço acelerado na EPT, especialmente a partir de 2023, é atribuído pelo MEC à implementação de políticas públicas focadas em tornar o ensino médio mais atrativo e alinhado às demandas do mercado de trabalho. O Programa Juros por Educação, lançado em 2025, é citado como um dos responsáveis por expandir as vagas em cursos técnicos em todo o país.
O programa, que integra o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), visa incentivar os estados a investirem na oferta de novas vagas gratuitas em cursos técnicos. Até o momento, 22 estados aderiram à iniciativa, que prevê um investimento de R$ 8 bilhões no Propag, com a expectativa de criar 600 mil novas vagas em cursos técnicos para 2026.
Diogo Jamra, gerente do Itaú Educação e Trabalho, considera a expansão da EPT uma "janela de oportunidade nunca antes vista no país", com grande potencial para o desenvolvimento social e econômico.
As redes estaduais de ensino concentram a maior parte das matrículas em EPT pública, com 81,7% em 2025. A rede federal responde por 15,4%, enquanto a rede municipal detém 2,8%.
O modelo de ensino médio articulado ao itinerário formativo técnico profissional, onde o curso técnico é integrado ao ensino médio, lidera com 1.200.606 matrículas em 2025. Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) integrados à Educação de Jovens e Adultos (EJA) também registraram mais de 134,9 mil matrículas, auxiliando na requalificação profissional.
A média nacional da razão entre matrículas de cursos técnicos articulados e o total de matrículas do ensino médio regular na rede pública atingiu 20,1% em 2025, dobrando o índice de 10% registrado durante a pandemia. O Piauí se destaca nacionalmente, com 68,8% de articulação técnica em sua rede pública, mais de três vezes a média brasileira.
Outros estados com alta integração incluem: Rio Grande do Sul (55,8%), Santa Catarina (53,3%), Paraná (47,5%) e São Paulo (43,2%). Amazonas (5,2%) e Distrito Federal (6,9%) aparecem com os menores índices.
As áreas tecnológicas com maior número de matrículas em 2025 foram:
Dentro desses eixos, as carreiras mais procuradas incluem desenvolvimento de sistemas, administração, mecânica e redes de computadores.
Jamra ressalta a importância da educação profissional como um caminho para a inserção digna no mercado de trabalho e como um impulsionador para a continuidade dos estudos, inclusive no ensino superior.
O Censo Escolar é fundamental para a formulação e monitoramento de políticas públicas educacionais. Os dados completos podem ser consultados na página de resultados do Inep.
Com informações da Agência Brasil
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