O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,24, registrando uma queda de 1,29% nesta segunda-feira (23), em um dia de forte alívio no mercado financeiro. A moeda americana chegou a tocar a mínima de R$ 5,21 durante o pregão, impulsionada por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sinalizaram uma possível diminuição nas tensões com o Irã.
A fala de Trump, indicando a possibilidade de adiar ataques à infraestrutura energética iraniana e a chance de um acordo nuclear, gerou otimismo nos mercados globais. Esse cenário de redução da aversão ao risco favoreceu moedas emergentes, como o real, levando investidores a desmontarem posições defensivas.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, acompanhou o movimento de melhora e subiu 3,24%, fechando aos 181.931 pontos. A alta foi impulsionada principalmente por ações de bancos e empresas ligadas à economia doméstica. Papéis da Petrobras apresentaram uma valorização mais moderada, impactados pela queda nos preços do petróleo.
Os preços do petróleo registraram uma forte desvalorização, com o barril do tipo Brent recuando 10,9% e fechando abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16. A queda está diretamente ligada às declarações de Trump sobre um possível acordo e à travessia de petroleiros indianos pelo Estreito de Ormuz, o que contribuiu para a redução das tensões na região.
Apesar do alívio momentâneo, especialistas alertam que o cenário de incerteza persiste. Autoridades iranianas negaram a existência de negociações, o que moderou parte do otimismo ao longo do dia. A manutenção de restrições em aeroportos israelenses e relatos de movimentações militares americanas na região indicam que a volatilidade no mercado deve continuar, diante de sinais contraditórios sobre o conflito no Oriente Médio.
Com informações da Agência Brasil
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