Depoimentos de dono do Banco Master e ex-presidente do BRB à PF no STF marcam nova fase da apuração sobre a venda do Master ao BRB

Brasília vive uma sessão de depoimentos-chave nesta terça-feira, com a Polícia Federal ouvindo, em conjunto com o STF, três personagens centrais na investigação sobre a venda do Banco Master ao BRB: o dono do Master, Daniel Vorcaro; o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa; e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. Os relatos começam às 14h, em um prédio do Supremo, e integram um inquérito que mira as tratativas envolvendo a operação e possíveis irregularidades associadas à transação. A apuração acontece em meio a suspeitas sobre a viabilidade do negócio, que culminou com a decretação da falência extrajudicial do Master pelo BC.

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Como ocorrem os depoimentos e o que está em jogo

As oitivas são realizadas de forma individual, conforme determinação do ministro Dias Toffoli. A ideia original era promover uma acareação entre as partes, mas Toffoli decidiu, posteriormente, que esse confronto só ocorrerá se a PF entender necessária a prática. O depoimento do diretor de fiscalização do BC, mesmo não estando sob investigação, foi considerado de especial relevância para esclarecer o papel da instituição na avaliação da integridade das operações do mercado financeiro.

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Ao longo da semana, as defesas disseram que não se manifestarão antes dos primeiros relatos. Já o BRB, que tinha protocolo de compra do Master por cerca de R$ 2 bilhões — alegando valor correspondente a aproximadamente 75% do patrimônio consolidado da instituição —, viu o negócio ganhar contornos de incerteza quando o BC rejeitou a operação em setembro, e o Master acabou decretado falido em novembro.

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Contexto da negociação Master-BRB e desdobramentos da crise

O movimento de aquisição, que mobilizou mercado, imprensa e política, gerou dúvidas sobre a sustentabilidade financeira do Master e as credenciais do acordo. Em paralelo, a Operação Compliance Zero, centro da investigação de 2024, foca na emissão de créditos falsos — com a suspeita de criação de operações simuladas que eram negociadas entre bancos. Entre os investigados, Vorcaro e Costa aparecem como figuras-chave de um processo que envolve fraudes que, segundo apurações, podem alcançar valores expressivos em títulos forjados.

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O Banco Central, ao rejeitar a compra do Master, indicou que avaliou cuidadosamente a contabilidade e a integridade das operações envolvendo o caso, um ponto que a PF busca esclarecer por dentro do STF. O Master, por sua vez, registra sua posição pública reafirmando o cumprimento de normas de compliance e transparência, ao tempo em que o mercado acompanha de perto os desdobramentos da decisão policial e regulatória.

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O que esperar das oitivas e potenciais desdobramentos

Com as oitivas em curso, a expectativa é por esclarecimentos sobre a relação entre as partes envolvidas, as tratativas de venda e os mecanismos de fiscalização aplicados pelo BC durante o processo. A forma como cada depoimento será interpretado pela PF e pelo relator do caso no STF pode influenciar próximos passos, incluindo o eventual risco de acareação entre os investigados, conforme as circunstâncias apresentadas pela PF.

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Com informações da Agência Brasil.

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