CPI do Crime Organizado convoca Daniel Vorcaro, Campos Neto e Paulo Guedes

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), a convocação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, do ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e do ex-ministro da Fazenda, Paulo Guedes. A decisão marca uma nova fase nas investigações sobre fraudes calculadas entre R$ 17 e R$ 50 bilhões envolvendo o Banco Master.

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A convocação para depor em uma CPI implica a obrigatoriedade de comparecimento, sob pena de condução coercitiva. Além das convocações, a CPI também quebrou os sigilos fiscal e bancário do Banco Master e de seus sócios, bem como da Reag Investimentos, empresa liquidada pelo BC por suspeitas de envolvimento nas fraudes.

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Nova fase de investigações

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), destacou que a comissão está entrando em uma nova etapa, focando em investigar "esquemas do andar de cima" e não apenas ações pontuais.

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Foram aprovados também convites (comparecimento opcional) para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de outros nomes relevantes como o ex-ministro Guido Mantega, o atual ministro Rui Costa e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, todos no contexto da investigação do Banco Master.

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Ex-ministros da Cidadania e desregulação

A CPI também convocou os ex-ministros da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma e Ronaldo Vieira Remo. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) argumentou que a proximidade de João Roma com figuras ligadas a instituições financeiras recentemente liquidadas justifica a convocação.

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A convocação de Roberto Campos Neto visa apurar a desregulação do mercado financeiro durante sua gestão no Banco Central, que teria favorecido fraudes como a do Banco Master. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ressaltou que a liberação para que Vorcaro operasse o Banco Master ocorreu apenas em outubro de 2019, sob a presidência de Campos Neto.

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Senadores da oposição criticaram a convocação de Campos Neto, alegando motivação político-eleitoral, como apontou o senador Marco Rogério (PL-RO).

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Paulo Guedes e políticas de desregulação

O pedido para convocar Paulo Guedes, segundo Randolfe Rodrigues, busca investigar se as políticas de desregulação do mercado financeiro implementadas entre 2019 e 2022 fragilizaram os mecanismos de controle e abriram espaço para lavagem de dinheiro.

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A oposição, representada pelo senador Sérgio Moro (União-PR), também reagiu à convocação de Guedes, denunciando um "uso político-eleitoral" da CPI, e questionou a falta de evidências diretas de envolvimento do ex-ministro com o Banco Master.

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Requerimentos rejeitados

A CPI rejeitou a convocação da administradora Letícia Caetano dos Reis e do ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, José Carlos Oliveira. Estes requerimentos não foram aprovados pela comissão.

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Com informações da Agência Brasil

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