Covid-19: variante Delta tem sintomas similares à gripe comum

A variante Delta está mudando o panorama da pandemia no mundo. Mesmo nos países com altos índices de pessoas imunizadas, o número de infectados com a cepa que surgiu na Índia não para de crescer. Além de mais transmissível, ela causa sintomas diferentes daqueles apresentados pelo SARS-CoV-2 e pelas outras mutações do vírus. O indivíduo infectado apresenta dificuldades semelhantes com uma síndrome gripal.

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"Temos visto mesmo que os sintomas da Delta são mais febre, dor no corpo, coriza, dor de garganta, pouquinho menos de tosse se comparado com os infectados no ano passado e do começo deste ano. Nos primeiros dias de infecção, os sintomas são muito parecidos com os dos vírus respiratórios, principalmente a gripe", explica o infectologista Gustavo Henrique Johanson, médico do Hospital Israelita Albert Einstein.

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"O que está chamando mais atenção é que os pacientes agora apresentam um pouco mais coriza no início do quadro infeccioso do que no começo da pandemia. Anteriormente, os pacientes apresentavam muita tosse e nada de coriza, seco. Parecia uma gripe seca", acrescenta o médico.

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De acordo com dados de terça-feira (27) do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 200 infectados com a nova cepa, em oito Estados (Rio de Janeiro, Santa Catarina, Maranhão, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco e Goiás) e o Distrito Federal. Foram notificados 14 óbitos devido à variante.

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Com 89 casos, o Rio é o lugar com mais infectados do país. A SMS (Secretaria Municipal da Saúde) informou que 95,6% dos pacientes tiveram uma síndrome gripal.

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O infectologista alerta que não é possível fazer um diagnóstico correto somente com avaliação clínica. "É difícil diferenciar só com análise dos sintomas, somente o teste consegue detectar se é gripe, resfriado ou covid. Se um paciente chega e fala para mim: estou com dor de garganta. Não dá para afirmar se é só uma dor de garganta, uma gripe, um resfriado ou covid. Só o teste é que vai confirmar", diz Johanson.

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As diferenças começam a surgir a partir do terceiro dia de sintomas. "Nos primeiros dias é praticamente indistinguível. Mas a gripe dura dois dias para grande maioria das pessoas, três quando muito. Com covid, o paciente pode ficar com febre 10, 12, 14 dias. Obviamente, se a pessoa não melhora em dois dias, continua dor de garganta, febre, inapetência, coriza, dor no corpo, é óbvio que, clinicamente falando, a probabilidade de ser covid ganha mais força", observa o infectologista.

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Independentemente da cepa que é predominante ou não no país, a orientação dos médicos segue a mesma do começo da pandemia. "Por conta da alta incidência de casos de covid que ainda temos no Brasil, a primeira hipótese que fazemos para um sintoma gripal ou de resfriado é de covid. Espirrou, tossiu, escorreu o nariz, doeu a garganta é covid até que se prove o contrário", conclui Johanson. Com informações do R7.

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