O consórcio MEZ-RZK arrematou o leilão para a construção do novo centro administrativo do estado de São Paulo, que será instalado na região dos Campos Elíseos. O projeto, classificado pelo governador Tarcísio de Freitas como um "legado" para a capital, visa centralizar estruturas do estado em um único endereço, impactando positivamente a eficiência administrativa e a mobilidade de cerca de 22 mil servidores.
Tarcísio de Freitas destacou que o investimento previsto, que ultrapassa os R$ 394 bilhões em leilões de infraestrutura, se traduzirá em obras, empregos e prosperidade. A centralização das secretarias e órgãos estaduais, atualmente dispersos em mais de 40 endereços, é vista como uma oportunidade para otimizar recursos e investir em imóveis hoje ociosos.
O governador também associou a iniciativa ao esforço de revitalização do centro, mencionando a redução do fluxo de usuários de drogas na Cracolândia como parte desse processo de recuperação urbana.
O leilão ocorreu sob forte esquema de segurança, com bloqueios policiais que restringiram a circulação no centro histórico. Movimentos sociais como a Frente de Luta por Moradia (FLM) e a União dos Movimentos de Moradia (UMM) protestaram contra o projeto, alegando que ele pode levar a desapropriações, remoção de famílias e gentrificação, prejudicando residentes de baixa renda.
Durante o evento, uma moradora questionou diretamente o governador sobre a falta de diálogo com a comunidade. Jeniffer Mendonça, residente no bairro há 29 anos, expressou preocupação com a possibilidade de não conseguir se manter na região devido à valorização imobiliária e às indenizações propostas.
Em resposta, Tarcísio de Freitas defendeu que grandes projetos de infraestrutura podem exigir desapropriações em prol do "bem coletivo", assegurando que os casos serão analisados individualmente e que a legislação sobre justa indenização e apoio aos desabrigados será rigorosamente cumprida.
O novo centro administrativo compreenderá sete edifícios e dez torres nos Campos Elíseos, abrigando o gabinete do governador, secretarias e diversos órgãos estaduais. O governo estima a geração de 38 mil empregos diretos e indiretos durante a construção e 2,8 mil vagas permanentes após a inauguração.
Quanto aos prédios atualmente desocupados, como o Palácio dos Bandeirantes, o estado informou que avaliará individualmente seu futuro, que pode incluir venda, concessão ou conversão para habitação popular através de retrofit.
Com informações da Agência Brasil
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