O Complexo Hospitalar Sul (CHS), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), está promovendo oficinas mensais de Língua Brasileira de Sinais (Libras) com o objetivo de aprimorar o acolhimento e a inclusão de pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A iniciativa, parte da Educação Permanente em Saúde da unidade, busca qualificar o atendimento e fortalecer a humanização dos serviços oferecidos.
A primeira etapa do projeto é direcionada aos profissionais do Serviço de Acolhimento, setor responsável pelo primeiro contato com pacientes e acompanhantes. A comunicação clara e acessível é considerada fundamental para o correto direcionamento do atendimento e para a segurança do paciente.
Segundo Deyvidy Oliveira, supervisor de Ensino e Pesquisa do CHS, a ideia surgiu da percepção de como a falta de comunicação pode gerar frustração e insegurança em ambientes de cuidado em saúde. "É muito ruim você não ser compreendido. Imagina no básico, você sentindo dor e o outro não entender. Foi a partir dessa necessidade que pensamos em disseminar a Libras entre os nossos colaboradores", destacou.
As oficinas são ministradas por Julyana Martins, assistente administrativa do CHS e facilitadora do curso. Julyana é surda, licenciada em Letras–Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e possui vasta experiência como instrutora de Libras em diversas instituições, incluindo a Associação dos Surdos de Manaus (ASMAN) e o Instituto Filippo Smaldone.
"Para os profissionais da recepção, ter essa noção básica já ajuda muito a estabelecer uma comunicação", afirmou Julyana.
A iniciativa também beneficia diretamente colaboradores com deficiência auditiva. Terezinha de Jesus, auxiliar administrativo do CHS com grau de surdez, ressaltou a importância de ter profissionais capacitados em Libras. "Para mim é muito bom, porque a gente que é surdo enfrenta muita dificuldade. Ter alguém que possa se comunicar através da Libras faz toda a diferença", relatou.
A psicóloga hospitalar Kamylla Gomes avalia a ação como uma importante quebra de barreiras culturais. "Vejo como de grande valia essa oportunidade que o hospital está oferecendo aos colaboradores. É uma quebra de barreira em relação à cultura e isso facilita o acesso das pessoas surdas à nossa unidade", ressaltou.
Com informações da assessoria
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