Às vésperas do Natal, o comércio popular do Rio de Janeiro vive movimento intenso, com o Saara, no centro da cidade, atraindo famílias em busca de presentes. O conjunto de lojas, considerado o maior shopping a céu aberto da capital, oferece uma variedade que vai de joias e lembranças a artigos de moda, beleza e decoração, em faixas de preço para diferentes bolsos.
Entre os clientes, está Heriton Lopes, 58 anos, que planeja presentes para as filhas e netos e considera o Saara um espaço onde é possível encontrar itens para várias faixas de preço sem sacrifício do orçamento. Ele mencionou opções como roupas casuais e acessórios, reforçando a ideia de que é possível comprar para a família toda ali.
Outra visitante, Simone Reis Rodrigues, 44, acompanhada do filho Benjamin, 11, buscava uma bola de futebol. Chegaram cedo pela manhã e, ao meio-dia, ainda não tinham finalizado as compras, sinal de que a última hora segue sendo um momento de negociações e escolhas entre opções diversas.
A pequena Alice, 3 anos, acompanhada pela mãe Fabiana, pediu bonecas temáticas de filmes infantis. Fabiana contou que encontrou opções na véspera e que, neste Natal, as presentes se concentram nas crianças, com orçamento mais contido para os adultos.
Graziele Soares, 22, seguiu uma tradição familiar e comprou peças íntimas na cor amarela para si, associando a escolha a uma crença de boa sorte para o Ano Novo.
Em uma loja de cosméticos, o vendedor Eduardo Cintra, 40, utiliza uma caixa de som para anunciar promoções e confirma que o movimento está dentro do esperado para a antevéspera, com clientes enchendo sacolas de perfumaria.
A inflação de itens de Natal registrou leve alta em 2025, de 0,1% em relação ao Natal de 2024, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre).
Os dados ajudam a entender o cenário de consumo: itens eletrônicos e alguns produtos infantis sofrem quedas, enquanto roupas e itens de saúde e beleza sobem, e os calçados infantis recuam em torno de 6%.
Matheus Dias, pesquisador da FGV Ibre, aponta que a cesta de presentes subiu após anos de inflação baixa, refletindo um mercado de trabalho mais ativo e um consumo de bens semiduráveis mais forte neste fim de ano.
Para a ceia, a tendência é de preços mais baixos em itens como azeite, arroz e batata, enquanto cortes de carne bovina, pernil e lombo permanecem com altas entre 7% e 9%. O bacalhau, produto importado, registrou alta de cerca de 20% pela demanda sazonal.
Apesar dos efeitos da alta do câmbio e dos custos logísticos, o relatório destaca que a inflação de Natal ainda mostra viés de desaceleração em alguns itens de supermercado, ajudando o consumidor a equilibrar o orçamento para as festas.
Com informações da Agência Brasil.
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