O presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta sexta-feira (2) que o decreto para coibir as medidas de distanciamento contra a covid-19, adotadas por prefeitos e governadores, "parece que não será mais necessário".
"Eu tenho falado há algum tempo – parece que não será mais necessário –, sobre eu baixar um decreto em que seria cumprido, porque eu tenho as Forças Armadas. O que diz o decreto: copie todos os incisos do artigo 5º da Constituição. Parece ridículo, é um pleonasmo abusivo", disse o chefe do executivo a apoiadores em tradicional conversa em frente ao Palácio do Alvorada.
A mudança de tom ocorre com o avanço da campanha de imunização, que na última quarta-feira atingiu a marca de 100 milhões de doses aplicadas desde o início da campanha de imunização, em 17 de janeiro. Além disso, o número de óbitos e a lotação de UTIs têm demonstrado tendência de melhora, ainda que a transmissão continue em patamares muito altos.
"Agora, governador fecha e abandona. Dizem que estão tomando da nossa vida, você é quem tem que saber o que é melhor para sua vida. Fecharam igrejas, olha o absurdo", completou o presidente.
Nos últimos meses, Bolsonaro afirmou, por mais de uma vez, que tinha pronto um decreto para "garantir o direito de ir e vir dos brasileiros, que muitos pedem que seja editado, e que se for publicado não será contestado em nenhum tribunal".
Em maio, presidente classificou as medidas de distanciamento social, como lockdowns e toques de recolher, promovida por governos regionais como "excrescência". Na Justiça, tentou barrar as decisões de governadores, sem sucesso. As informações são do R7.
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