A ativista venezuelana Rocío San Miguel, conhecida por sua expertise em questões militares e por dirigir a ONG Control Ciudadano, foi libertada na Venezuela. Sua detenção ocorreu após autoridades a associarem a um suposto plano para assassinar o presidente Nicolás Maduro. San Miguel estava detida no Helicoide, uma instalação do serviço de inteligência frequentemente denunciada por organizações de direitos humanos como um centro de tortura.
O anúncio da soltura faz parte de uma ação unilateral do governo venezuelano, conforme comunicado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Ele declarou que o país libertaria um número expressivo de prisioneiros, tanto venezuelanos quanto estrangeiros, como um gesto de paz. Segundo Rodríguez, essa decisão não foi resultado de negociações com outras partes.
A libertação de San Miguel ocorreu no aeroporto internacional Simón Bolívar, próximo a Caracas, quando ela se preparava para embarcar em um voo com sua filha, que também foi detida brevemente. Entre os outros libertados mencionados, destacam-se o ex-candidato à Presidência Enrique Márquez, detido desde o início de 2025, e cidadãos espanhóis como Andrés Martínez Adasme, José María Basoa, Miguel Moreno e Ernesto Gorbe.
Jorge Rodríguez agradeceu publicamente os esforços de figuras como o ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o regime do Qatar, citando seu apoio contínuo à Venezuela. A natureza exata do envolvimento de Lula e do governo brasileiro nas negociações para estas libertações, no entanto, não foi totalmente esclarecida.
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