Associações de juízes e promotores pedem ao STF manutenção de pagamentos extras suspensos

Um grupo de 11 associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e membros de tribunais de contas protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a suspensão de pagamentos de benefícios extras, conhecidos como "penduricalhos", determinada pelo ministro Flávio Dino. As entidades também solicitaram participação no processo.

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Entre as associações signatárias estão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

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Na semana passada, Flávio Dino concedeu uma liminar suspendendo, em até 60 dias, verbas indenizatórias nos Três Poderes que não possuam base legal clara. Os "penduricalhos" são benefícios financeiros concedidos a servidores públicos que, muitas vezes, ultrapassam o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

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As entidades argumentam que todos os pagamentos realizados pelo Judiciário e Ministério Público estão amparados por leis ou por regulamentações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Segundo o texto apresentado ao STF, não tem havido pagamento à magistratura sem autorização prévia do CNJ, o que, em tese, justificaria a manutenção dos atos normativos que regulamentam esses pagamentos.

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também se manifestou em defesa da continuidade desses pagamentos no STF.

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O julgamento definitivo da decisão de Flávio Dino está marcado para o dia 25 de fevereiro, no plenário do Supremo.

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Com informações da Agência Brasil

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