
A candidata ao Governo do Amazonas quer diversificar as atividades do modelo, por meio de novas matrizes econômicas
A interiorização da Zona Franca de Manaus (ZFM) é um compromisso assumido pela candidata ao Governo do Amazonas Professora Maria, da coligação “Mudar é Urgente” PL-Novo, que pretende incentivar novas matrizes econômicas no Estado, como o agronegócio, indústria do pescado e atividades minerais nos municípios, além de outros incentivos para a capital.
“A nossa Zona Franca precisa de incentivos, modernizar suas atividades para além do polo industrial e do setor de comércio e serviços. Esses são polos fundamentais para nossa economia, mas que podem e devem ser incrementados com outras atividades. Nosso projeto prevê ações para fortalecer a agricultura e a pecuária, que são potencialidades naturais da nossa região, mas que não têm recebido a devida importância”, destacou a Professora Maria.
A candidata acrescentou que a interiorização do modelo vai impactar no aumento de receita e na geração de empregos, principalmente no interior. “A população do interior precisa apenas de oportunidade e trabalho decente, que serão viabilizados por meio dos nossos projetos relacionados à extração de terras raras e potássio, agricultura, piscicultura, bioeconomia, entre outros. Aqui, tudo que se planta dá, e o nosso povo é trabalhador, quer produzir. O governo precisa ser parceiro dessas pessoas ”, defendeu.
Professora Maria lembrou que a ZFM foi criada com a possibilidade de ser ampliada para o interior, e não restrita apenas a Manaus. “Esse é o projeto original e de concepção do modelo de desenvolvimento econômico, criado lá em 1967, que inclui a interiorização, por meio do polo agropecuário”.
A candidata defende ainda o aproveitamento dos potenciais energético e mineral do Amazonas como instrumentos de geração de empregos e renda. A proposta inclui fortalecer a Zona Franca de Manaus e a bioeconomia, além de estimular a mineração responsável, com regras claras, atração de investimentos e beneficiamento dos minérios no próprio Estado.
“Sem interior forte, não existe Amazonas. Não podemos e não vamos manter os municípios do interior afastados desse processo de desenvolvimento”, garantiu.
Energia e desenvolvimento
A única candidata da direita ao Governo do Amazonas ainda chamou atenção para falta de energia elétrica firme nos municípios mais afastados, que prejudica atividades como conservação do pescado, pequenos negócios, acesso à internet e abastecimento de água, além de dificultar a atração de novos investimentos.
“Estamos no coração da maior floresta e da maior bacia hidrográfica do planeta, mas ainda dependemos de uma das formas mais caras e poluentes de gerar energia. A energia solar é uma riqueza mal aproveitada que precisa se transformar em desenvolvimento, emprego e renda para o amazonense”, defendeu a Professora, garantindo que os recursos para fazer essa transição existem e estão acessíveis ao bom gestor, uma das marcas principais da sua carreira na iniciativa privada.
Entre as propostas apresentadas em seu plano de governo, estão a implantação de sistemas solares com armazenamento em prédios públicos, a ampliação de investimentos federais e privados, o incentivo à geração de energia por fontes solar, biomassa e gás natural e a aceleração da interligação dos municípios ao Sistema Interligado Nacional.





