O ex-candidato à presidência da Venezuela, Enrique Márquez, foi libertado nesta quinta-feira (8), em um movimento que faz parte de uma série de solturas unilaterais anunciadas pelo governo de Nicolás Maduro. A medida, que também incluiu a libertação de outros opositores, como Biagio Pilieri, ocorre em um contexto de crescentes pressões internacionais e pode ser interpretada como uma tentativa de demonstrar boa vontade política.
Oposição e Civis São Liberados
Enrique Márquez, que já concorreu à presidência venezuelana, expressou alívio ao sair da prisão, em declarações registradas por veículos de comunicação locais. Sua liberação, assim como a de outros detidos ligados à oposição, como Biagio Pilieri, reforça o anúncio feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Anteriormente, a ativista Rocío San Miguel, também com nacionalidade espanhola, foi a primeira a ser solta, após ser detida em fevereiro sob alegações de envolvimento em um plano para assassinar o presidente Maduro.
Gestos Unilaterais e Pressões Internacionais
Jorge Rodríguez detalhou que as libertações são um ato unilateral do governo bolivariano e não foram resultado de acordos prévios com outras partes. Ele classificou a ação como um gesto de paz, destacando que um número significativo de venezuelanos e estrangeiros seria liberado. A Venezuela tem enfrentado pressão, especialmente dos Estados Unidos, para a soltura de detidos políticos. A soltura de Rocío San Miguel, por exemplo, foi confirmada pelo governo espanhol.
Rodríguez também agradeceu publicamente os esforços de figuras como o ex-premiê espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o governo do Qatar, que ele descreveu como apoiadores do direito à vida plena e à autodeterminação do povo venezuelano. Contudo, não ficou claro o nível de envolvimento direto desses atores nas negociações que levaram às recentes libertações.



