
As vendas no comércio varejista brasileiro encerraram o ano de 2025 com um crescimento de 1,6%. Embora represente uma alta em relação ao ano anterior, o percentual foi menor do que o registrado em 2024, quando o setor acumulou ganhos de 4,1%. A pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também apontou uma variação negativa de 0,4% na passagem de novembro para dezembro de 2025.
Segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), o crescimento de 2025 foi “razoavelmente distribuído”. As atividades que mais impulsionaram o resultado foram artigos farmacêuticos, móveis e eletrodomésticos, além de equipamentos para escritório, informática e comunicação. Este último segmento foi beneficiado pela desvalorização do dólar frente ao real, o que tornou produtos eletrônicos importados, como celulares e laptops, mais acessíveis.
Varejo ampliado registra estagnação
No comércio varejista ampliado, que inclui também os setores de veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o cenário foi de estagnação. O volume de vendas em dezembro de 2025 caiu 1,2% em relação a novembro, e o acumulado do ano registrou uma alta tímida de 0,1%.
As perdas em setores importantes como a revenda de veículos e o atacado especializado em produtos alimentícios foram os principais responsáveis pela falta de expansão do varejo ampliado. “Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, que teve queda na distribuição de cereais e leguminosas, produtos ofertados normalmente nos Ceasas”, explicou Santos.
Setores em alta e em queda no varejo ampliado
Apesar do desempenho geral do varejo ampliado, sete das onze atividades pesquisadas fecharam 2025 em alta. Destacam-se artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+4,5%) e móveis e eletrodomésticos (+4,5%). Já os setores de veículos e motos, partes e peças (-2,9%), atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%) e material de construção (-0,2%) apresentaram queda.
Com informações da Agência Brasil





