Trump: Venezuela “não saberia como realizar eleições” em meio à crise atual


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou ceticismo sobre a capacidade da Venezuela de realizar eleições em um futuro próximo, afirmando que o país “não saberia como realizar eleições neste momento”. A declaração foi feita em entrevista ao canal Fox News, em um momento em que os EUA intensificam suas ações e planos voltados para a crise venezuelana.


Plano dos EUA para a Venezuela foca em estabilização e transição

A fala de Trump coincide com a divulgação, no dia anterior, de um plano americano para a Venezuela, apresentado pelo Secretário de Estado Marco Rubio. O projeto é estruturado em três fases distintas: estabilização do país, recuperação econômica e, por fim, a transição de poder. Notavelmente, o plano não especifica um cronograma ou metodologia para a realização de eleições, focando inicialmente em conter o que Rubio descreveu como o risco de o país “mergulhar no caos”.


A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou essa visão, classificando como “muito prematuro” qualquer discussão sobre um calendário eleitoral para a Venezuela. O plano de Rubio inclui medidas como a apreensão de petróleo venezuelano retido no mercado internacional, através de uma “quarentena” imposta pelos EUA. Segundo o secretário, os recursos obtidos com a venda desse petróleo seriam controlados pelos Estados Unidos e distribuídos de forma a beneficiar o povo venezuelano, e não o regime atual.

Medidas de apreensão e o futuro da liderança venezuelana

Como parte da estratégia de estabilização, os EUA anunciaram a apreensão de dois petroleiros ligados à Venezuela. A ação gerou repúdio por parte da Rússia, que classificou a medida como uma violação do direito marítimo. A Casa Branca, por sua vez, defendeu a legalidade das apreensões, alegando que os navios navegavam sob bandeira falsa.

Desde a recente captura de Nicolás Maduro pelas forças americanas, a vice-presidente Delcy Rodríguez tem exercido o poder na Venezuela. Designada pela Suprema Corte, controlada pelo chavismo, Rodríguez tem um prazo inicial de 90 dias para liderar o país, com possibilidade de extensão. Advogada de 56 anos, conhecida por suas ligações com o setor privado e lealdade ao chavismo, sua ascensão ao poder ocorre em um contexto de intensa pressão internacional e incerteza sobre o futuro político e econômico da nação sul-americana.