Após orquestrar a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump sinalizou uma escalada retórica em relação a outros países da América Latina. Em declarações a bordo do Air Force One, Trump afirmou que uma operação militar contra a Colômbia seria uma opção que lhe agrada, classificando o país como “muito doente” e criticando seu líder, Gustavo Petro, por supostamente fomentar a produção de cocaína. As falas do republicano contrastam com a abordagem mais moderada de aliados, como o Secretário de Estado Marco Rubio, que defende a manutenção da “quarentena do petróleo” como principal ferramenta de pressão sobre a Venezuela.
EUA assumem “comando” e impõem sanções à Venezuela
Com a deposição de Maduro, que foi detido e levado para Nova York para enfrentar julgamento nos Estados Unidos, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela. A decisão foi endossada pelo Tribunal Supremo de Justiça e pelas Forças Armadas do país. Trump declarou que os Estados Unidos estão “no comando” da Venezuela, embora o Secretário de Estado Rubio tenha esclarecido que o envolvimento americano se limitará à imposição de sanções econômicas, como a “quarentena do petróleo”, para forçar mudanças de política e o fim do tráfico de drogas.
Críticas a México e Cuba e reunião na ONU
Além da Colômbia, Trump direcionou críticas ao governo mexicano, afirmando a necessidade de “fazer alguma coisa” para que o país “se organize”. Quanto a Cuba, o presidente americano previu um colapso interno iminente, descartando a necessidade de uma intervenção militar direta. Enquanto isso, o Conselho de Segurança da ONU se reunirá para debater a legalidade da captura de Maduro. O líder venezuelano, detido nos Estados Unidos, deve comparecer a uma audiência de custódia em Nova York, onde enfrentará acusações de narcotráfico, juntamente com sua esposa, Cilia Flores.





