O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a possibilidade de um conflito militar direto com a Venezuela, declarando que o país norte-americano está em confronto com traficantes, e não com a nação sul-americana em si. A declaração surge em meio a tensões na região e após uma operação militar americana que resultou na captura de Nicolás Maduro e na ascensão de Delcy Rodríguez ao poder interino na Venezuela.
Condições para eleições e governança
Trump expressou ceticismo quanto à realização de eleições na Venezuela em um futuro próximo, afirmando que o país precisa passar por um processo de recuperação antes que uma votação democrática seja possível. Segundo o presidente, o momento atual não oferece as condições necessárias para um pleito justo e seguro. Ele indicou que um grupo de autoridades americanas, incluindo figuras como o Secretário de Estado e o Secretário de Defesa, supervisionará o governo venezuelano, embora a palavra final sobre as decisões permaneça com ele.
Cooperação e possíveis ações futuras
O presidente americano revelou que a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, tem colaborado com as autoridades dos Estados Unidos, com contatos facilitados pelo senador Marco Rubio. Trump, no entanto, não descartou a possibilidade de novas ações militares caso Rodríguez deixe de cooperar com os interesses americanos. Ele também comentou sobre a deposição de Maduro, indicando que, apesar de haver interesse de muitos em um acordo, os EUA optaram por uma abordagem independente.
Transição de poder e reconhecimento
A ascensão de Delcy Rodríguez ao cargo de presidente interina ocorreu após a retirada de Nicolás Maduro do poder, uma decisão que foi posteriormente formalizada pelo Tribunal Supremo de Justiça venezuelano. As Forças Armadas do país também reconheceram Rodríguez como chefe de estado interina, estabelecendo um período de 90 dias para sua gestão, com o objetivo de garantir a continuidade administrativa e a defesa nacional.





