
O Ministério da Saúde (MS) incorporou oficialmente o teste rápido para o diagnóstico da dengue na tabela de procedimentos custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (26), tornando o exame acessível gratuitamente à população nas unidades públicas.
Diagnóstico precoce e vantagens do teste rápido
O novo método permite a detecção da proteína NS1, liberada pelo vírus da dengue, logo nos primeiros dias de infecção. Isso difere dos exames de anticorpos (sorologia), que só confirmam a doença após o corpo reagir ao vírus, geralmente a partir do sexto dia.
A identificação rápida da doença, que pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento de sintomas como febre alta, dor no corpo e mal-estar, é uma das principais vantagens. O teste rápido não substitui a necessidade de buscar atendimento médico, mas pode auxiliar o profissional de saúde no acompanhamento do paciente.
Com o resultado em mãos, o médico pode identificar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas, e o risco de evolução para formas mais graves da doença, como a dengue hemorrágica. O diagnóstico antecipado também contribui para uma vigilância epidemiológica mais precisa sobre a circulação do vírus.
Como funciona o teste rápido de dengue
O teste funciona por imunocromatografia e o resultado fica pronto em poucos minutos. Para a realização do exame, é necessária apenas uma pequena amostra de sangue, obtida por meio de um furo na ponta do dedo. Não é necessário jejum ou qualquer outro preparo para o procedimento.
É importante ressaltar que o teste rápido de dengue NS1 não identifica os sorotipos virais da doença nem informa se a pessoa já contraiu o vírus anteriormente. Caso comprado em farmácias privadas, o teste custa em média R$ 40.
Disponibilidade e solicitação
Desde 2024, o Ministério da Saúde já vinha comprando e distribuindo os testes aos estados. Agora, com a inclusão na tabela do SUS, eles são ofertados em ambulatórios de postos de saúde e hospitais da rede pública.
Médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem estão aptos a solicitar o teste para pacientes de todas as idades. A norma já está em vigor.
Com informações da Agência Brasil





