Início Brasil SUS inicia transição para insulina de ação prolongada em pacientes

SUS inicia transição para insulina de ação prolongada em pacientes


O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou um processo de transição da insulina humana para a de ação prolongada, a glargina. A mudança, que será implementada gradualmente e com base na avaliação individual de cada paciente, tem como objetivo facilitar a manutenção dos níveis de glicose no sangue, exigindo apenas uma aplicação diária.


Atualmente, a iniciativa está em fase de testes em quatro estados selecionados, onde profissionais de saúde da atenção primária estão recebendo treinamento específico. Após um período inicial de acompanhamento e avaliação dos resultados, um cronograma de expansão para os demais estados brasileiros será definido.


A insulina glargina, que pode custar até R$ 250 para dois meses na rede privada, representa um avanço significativo. Sua ampliação no SUS está alinhada às melhores práticas internacionais de tratamento de diabetes.

Produção nacional e parceria estratégica

A expansão do uso da insulina glargina no SUS é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) que envolve o laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. O acordo prevê a transferência de tecnologia para o Brasil, visando a autonomia na produção do medicamento.

Em 2025, mais de 6 milhões de unidades do medicamento foram entregues por meio desta parceria, com um investimento de R$ 131 milhões. A expectativa é que, até o final de 2026, o Brasil alcance a capacidade de produzir até 36 milhões de tubetes para abastecer o SUS, garantindo o suprimento diante de cenários de escassez global.

Com informações da Agência Brasil

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