
Cerca de 980 quelônios foram devolvidos à natureza em ações coordenadas pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista. As solturas ocorreram entre os dias 25 e 27 de março nas comunidades Bela Vista do Jaraqui, São Francisco do Igarapé do Chita e Barreirinha, com a participação ativa de moradores locais e Agentes Ambientais Voluntários (AAV).
Envolvimento comunitário para a conservação
As atividades de conservação de quelônios, que incluem a proteção de ninhos e o manejo de filhotes, são realizadas ao longo do ano e demonstram a importância do engajamento das comunidades. A gestora da unidade de conservação, Shayene Rossi, destacou que o monitoramento feito pelos próprios moradores tem gerado resultados significativos.
Monitoramento ambiental segue metodologia científica
O monitoramento de quelônios na RDS Puranga Conquista adota a metodologia do projeto Pé-de-Pincha, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O processo envolve a identificação de áreas de desova, a proteção dos ninhos e a transferência de ovos para chocadeiras artificiais. Após a eclosão, os filhotes são mantidos em tanques até atingirem o tamanho ideal para a soltura, o que aumenta suas chances de sobrevivência.
A Sema oferece suporte logístico, financeiro e operacional para as ações. Segundo a gestora, mesmo diante de condições ambientais adversas, o monitoramento tem sido crucial para reduzir a mortalidade inicial dos quelônios, contribuindo para a manutenção das populações na região.
Resultados por comunidade
Bela Vista do Jaraqui
Na comunidade Bela Vista do Jaraqui, 232 tracajás foram soltos. O monitoramento voluntário, realizado há oito anos, contou com a participação de estudantes da Escola Municipal Divino Espírito Santo.
São Francisco do Igarapé do Chita
A comunidade São Francisco do Igarapé do Chita realizou a soltura de 48 tracajás, como parte das ações contínuas dos moradores.
Barreirinha
Barreirinha registrou a maior soltura, com 700 quelônios: 420 irapucas e 280 cabeçudos. A comunidade, com 10 famílias, monitora as espécies há mais de três anos e participa do projeto “Mudanças Climáticas e Sociobiodiversidade Amazônica: Perspectivas da Herpetofauna”, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
Com informações da Agência Amazonas





