Início Brasil Situação dos Yanomami mostra indícios fortíssimos do crime de genocídio, diz Dino

Situação dos Yanomami mostra indícios fortíssimos do crime de genocídio, diz Dino


Há indícios muito fortes da materialidade do crime de genocídio na situação atual dos yanomami, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Justiça, Flávio Dino, citando inclusive a situação das crianças indígenas.


“Há indícios fortíssimos de materialidade do crime de genocídio, é disso que se cuida, e as penas podem chegar até a 30 anos”, destacou ele, em entrevista coletiva em Brasília


O ministro disse que há também a possibilidade de cometimento de crimes ambientais conexos ao genocídio, omissão de socorro por abandono dos indígenas e suspeita de mau uso dos recursos públicos federais por não estarem sendo corretamente empregados.

Flávio Dino afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, vai designar delegados para instaurar os inquéritos para fazer essas investigações. Um dos pontos a ser apurado é o garimpo ilegal na localidade e já há um planejamento da Polícia Federal para a retirada desses invasores.

“Evidentemente a ação envolve Estado e município de Boa Vista, número em torno de 15 mil pessoas. É uma operação bastante complexa do ponto de vista policial e social, mas será feita”, disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu no sábado que o governo vai “civilizar” o tratamento aos povos indígenas, além de acabar com o garimpo ilegal nas florestas que prejudica a saúde dos moradores das aldeias.

As declarações foram feitas após o presidente visitar, em Boa Vista, a Casa de Saúde Indígena Yanomami, um dia depois de o Ministério da Saúde ter declarado emergência de saúde pública para enfrentar o que classificou de desassistência à população yanomami.

Reportagem publicada na sexta-feira pela plataforma Sumaúma com base em dados exclusivos revelou que o número de mortes de crianças com menos de 5 anos por causas evitáveis na Terra Yanomami aumentou 29%. Foram 570 pequenos indígenas mortos nos últimos quatro anos por doenças que têm tratamento.

As informações são da IstoÉ.

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