
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) reafirmou nesta terça-feira (31) que não cometeu irregularidades ao destinar R$ 3,6 milhões de emenda parlamentar à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. A declaração surge após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter ampliado a apuração sobre os repasses, solicitando documentos a diversas entidades.
Esclarecimentos e ampliação da apuração
Na segunda-feira (30), após receber esclarecimentos do senador e da assessoria do Senado, Dino decidiu aprofundar a investigação. Ele determinou que a Fundação Oásis, as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, e o governo federal apresentem, em até dez dias, toda a documentação referente aos repasses das emendas.
Defesa do parlamentar
Em Brasília, Viana argumentou que já destinou recursos para centenas de fundações assistenciais, santas casas e outras organizações, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha. Ele destacou que a Fundação Oásis atua há quase 60 anos em áreas como asilos, creches e recuperação de egressos do sistema prisional.
O senador garantiu que todos os repasses foram feitos dentro da legalidade, por meio de convênios com prefeituras. “As prefeituras vão responder. A avaliação vai ser feita e eu tenho muita tranquilidade de dizer que nunca tive nenhuma ingerência sobre esse dinheiro. Isso não é papel do Parlamento”, declarou.
Viana explicou que a prática comum é o envio de emendas para as prefeituras, que ficam responsáveis por gerenciar e fiscalizar a aplicação dos recursos. “Se não, toda e qualquer emenda parlamentar, a partir de agora, vai ser um problema sério”, alertou.
Relação com a CPMI do INSS
O parlamentar considerou correta a atuação do ministro Flávio Dino em solicitar explicações às prefeituras e à fundação. A investigação foi instaurada após deputados federais citarem a ligação pessoal de Viana com a Lagoinha e o acusarem de tentar blindar investigações da CPMI do INSS, da qual foi presidente.
A CPMI, encerrada no último sábado (28) sem a aprovação do relatório final, apurava desvios bilionários de aposentados e pensionistas. Viana afirmou que as investigações continuam e que as pessoas envolvidas responderão por seus atos, expressando confiança no trabalho da Polícia Federal e no ministro André Mendonça, do STF.
Sem citar nomes, Viana sugeriu que as acusações de irregularidades em suas emendas são uma reação orquestrada à sua atuação na CPMI. “Esses ataques mostram claramente o quanto nosso trabalho foi efetivo e chegou a incomodar as pessoas”, concluiu.
Com informações da Agência Brasil





