
O secretário de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, Eduardo Taveira, defendeu a integração das agendas ambientais brasileiras e a conciliação entre proteção e desenvolvimento social durante sua participação no evento que celebrou os 45 anos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), em Brasília. O encontro reuniu autoridades e representantes de órgãos ambientais para debater a política ambiental do país.
Taveira, que também preside a Associação Brasileira de Entidades de Meio Ambiente (Abema), ressaltou a importância histórica do Sisnama e a evolução da agenda ambiental no Brasil, especialmente no contexto da redemocratização.
Desafios da política ambiental brasileira
O secretário abordou os desafios atuais da política ambiental, enfatizando a necessidade de integrar as ações dos estados e municípios com a preservação ambiental e as demandas por crescimento econômico e desenvolvimento social. Ele destacou que a agenda ambiental latino-americana possui prioridades distintas das de países desenvolvidos, que são historicamente os maiores emissores de gases de efeito estufa.
Justiça ambiental e climática
Em sua fala, Taveira relacionou o debate ambiental à urgência de enfrentar desigualdades sociais e promover a justiça climática. Ele argumentou que a busca por novos modelos de desenvolvimento e a redução drástica das emissões devem caminhar lado a lado com a solução das necessidades da população, que anseia por romper o ciclo de pobreza.
“A justiça ambiental e climática passa por essa redução dessas desigualdades e no desenho de uma agenda ambiental mais a nossa cara, a cara do Brasil, a cara latinoamericana, a cara da Amazônia”, declarou Taveira, reforçando a importância do diálogo e da convergência para encontrar caminhos em comum.
Outras pautas em Brasília
A agenda do secretário em Brasília também incluiu a participação em um seminário sobre a Resolução Conama nº 510/2025, focado na aplicação da norma e nos instrumentos de autorização ambiental. Houve ainda painéis sobre o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) e o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), além de debates sobre a visão dos estados e a coordenação federativa, com participação da Abema.
Com informações da Agência Amazonas





