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Reconstrução da rede de saúde do RS avança com 18 novas obras iniciadas em janeiro

O ano de 2026 inicia com avanços significativos na reconstrução da rede pública de saúde do Rio Grande do Sul, impactada pelas enchentes de 2024. Neste início de ano, 18 novas obras foram iniciadas, somando-se a outras intervenções em curso, totalizando 45 empreendimentos. Ao todo, 23 unidades têm previsão de conclusão até junho de 2026, sendo que nove já estão em funcionamento.


Parte das entregas previstas para o primeiro semestre ocorrerá até o final de maio, com a conclusão de Unidades Básicas de Saúde (UBS) em Porto Alegre, São Leopoldo, Igrejinha, Roca Sales, Sinimbu, Putinga, Relvado, Encantado, São Lourenço do Sul, Viamão e Marques de Souza. A iniciativa visa ampliar o acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).


As obras de reconstrução e reforma são executadas por meio de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), que gerencia e monitora tecnicamente os empreendimentos.

Viamão e Igrejinha celebram o avanço das obras

Em Viamão, a expectativa é que a Unidade de Saúde da Família (USF) Augusta Meneguine seja entregue até o final de abril. Segundo o arquiteto da Secretaria Municipal de Saúde, Rodrigo da Luz, o cronograma está dentro do previsto, com a perspectiva de oferecer um espaço novo, moderno, seguro e confortável à população.

A reforma em Viamão também permitiu ampliar a capacidade de atendimento. Duas salas administrativas foram convertidas em consultórios médicos, possibilitando o aumento do número de profissionais e a implementação de novos serviços. “Isso vai potencializar nosso trabalho, implementar novos serviços e gerar melhores resultados em saúde para a população ao longo de 2026. Há também um clima de renovação para os próprios trabalhadores”, destaca.

Em Igrejinha, a reconstrução da UBS Vila Nova representa a superação de um período marcado por perdas. A técnica em enfermagem Carmem Arnhold, coordenadora da unidade, relembrou a destruição causada pela enchente, quando a água chegou a atingir 1,50 metro de altura, levando equipamentos e móveis.

Com a obra em fase final, o cenário é de renovação. “É muito bom ver as paredes limpas, os equipamentos novos. Antes, tudo lembrava o barro e a lama. Quando a unidade estiver pronta, estará organizada, funcionando plenamente e com cara nova”, relata.

Meta é alcançar 90% dos municípios com obras iniciadas ou concluídas em fevereiro

Para a engenheira civil do UNOPS, Laicia Lima, que coordena o projeto no estado, o início de 2026 consolida uma etapa decisiva da reconstrução. “A meta é alcançar 90% dos municípios do projeto com obras iniciadas ou concluídas ainda em fevereiro. O acompanhamento técnico presencial e o trabalho integrado com o Ministério da Saúde permitem resolver entraves rapidamente e manter o ritmo acelerado”, explica.

Segundo Eunice Pereira de Carvalho, arquiteta do Ministério da Saúde, os gestores municipais são os principais atores na articulação local e garantia do funcionamento das unidades. “É um marco na retomada da assistência à população. A parceria com o UNOPS tem garantido agilidade e qualidade técnica nas obras. Nosso compromisso é manter esse ritmo ao longo de 2026”, afirma.

Com informações da Agência Gov