
A política brasileira lamenta a partida de Raul Jungmann, que faleceu aos 73 anos após uma batalha contra o câncer no pâncreas. Sua extensa trajetória, que o levou de vereador a ministro em governos distintos, como os de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer, gerou uma onda de comoção e respeito entre personalidades de variados campos ideológicos e institucionais. A notícia de sua morte ressaltou a marca deixada por Jungmann no cenário nacional, marcada pela dedicação ao serviço público e pelo diálogo.
Um Legado de Serviço Público e Diálogo
A atuação de Jungmann em posições de destaque, incluindo os ministérios da Reforma Agrária, Defesa e Segurança Pública, foi amplamente lembrada. O ex-presidente Michel Temer destacou a capacidade de Jungmann de servir ao país, ressaltando que por onde passou, deixou sua marca. A perda é sentida tanto no âmbito cívico quanto no pessoal, com votos de descanso eterno para o político.
O atual ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também prestou sua homenagem, mencionando a generosidade e o espírito democrático de Jungmann em sua participação em conselhos ministeriais. Gilmar Mendes, Ministro do Supremo Tribunal Federal, descreveu Jungmann como um homem público de rara integridade e densidade republicana, fundamental na estabilização institucional e nas reformas do país. Alexandre de Moraes, outro ministro do STF, referiu-se a Jungmann como um grande democrata e exemplo de competência e lealdade, citando a colaboração conjunta durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro.
Reconhecimento de Diferentes Setores
O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, sublinhou a perda de um grande quadro para a política brasileira, enfatizando o diálogo, a firmeza e o compromisso com o interesse público. O governador do Rio Grande do Sul, Marcelo Leite, lamentou a morte de Jungmann, reconhecendo sua trajetória marcante e contribuição relevante ao serviço público com seriedade e espírito republicano.
O partido Cidadania, ao qual Jungmann foi filiado, divulgou nota oficial por meio de seu presidente, Roberto Freire, relembrando a relação próxima e a contribuição contínua do político ao debate nacional. O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), onde Jungmann presidia, informou sobre o velório restrito a familiares e amigos próximos em Brasília. A repercussão da morte de Raul Jungmann evidencia o impacto de sua carreira multifacetada e o respeito conquistado em diferentes esferas da vida pública brasileira. Com informações da Agência Brasil.





