
O Banco Central (BC) implementou novas regras de segurança para o Pix, buscando aumentar a proteção dos usuários contra fraudes e agilizar o processo de devolução de valores em casos de golpes.
Principais mudanças nas regras do Pix:
MED se torna obrigatório
Todas as instituições financeiras e de pagamento que operam o Pix agora devem oferecer o Mecanismo Especial de Devolução (MED) em sua versão 2.0. Essa ferramenta é essencial para contestar transações em situações de fraude ou erro operacional.
Rastreamento de dinheiro ampliado
O sistema de devolução agora é capaz de rastrear o dinheiro mesmo que ele tenha passado por contas intermediárias, tornando o processo de recuperação mais eficaz.
Bloqueio imediato de contas suspeitas
Contas que apresentarem denúncias de fraude podem ser bloqueadas automaticamente e de forma imediata, antes mesmo que uma análise completa seja concluída.
Prazo reduzido para devolução
O Banco Central estima que, com as novas regras, os valores em casos de contestação possam ser recuperados em um prazo de até 11 dias após a solicitação, um tempo significativamente menor do que o praticado anteriormente.
Compartilhamento de dados entre instituições
Haverá uma troca de informações mais robusta entre os bancos sobre o fluxo do dinheiro, o que facilitará o bloqueio de transações fraudulentas e a restituição dos recursos às vítimas.
Autoatendimento para contestação
As vítimas de golpes poderão solicitar a devolução do dinheiro diretamente pelos aplicativos de seus bancos, sem a necessidade de contato com atendentes, tornando o processo mais rápido e simples.
O que fazer em caso de golpe no Pix:
Em caso de fraude, suspeita de fraude ou erro operacional, o usuário deve acionar o MED através do aplicativo do seu banco. É importante ressaltar que o MED não se aplica a casos em que o usuário envia o Pix para um destinatário com dados incorretos por digitação.
O MED, criado em 2021, é um dos principais mecanismos de segurança do Pix. As novas regras visam desestimular o uso de contas para atividades criminosas e reforçar a proteção dos milhões de brasileiros que utilizam o sistema de pagamentos instantâneos.
Com informações da Agência Brasil





