
A Petrobras anunciou a suspensão de um leilão de combustíveis com o objetivo de reavaliar seus estoques. A decisão ocorre em um cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio, que tem impactado a oferta e os preços globais de petróleo e derivados.
Impacto da guerra e desvio de navios
A presidente da estatal, Magda Chambriard, confirmou que a Petrobras monitorou seis navios de terceiros que, apesar de estarem a caminho do Brasil, tiveram seus destinos alterados. Ela ressaltou que não é possível afirmar se os desvios foram motivados por melhores oportunidades de venda em outros mercados, mas garantiu que os compromissos da empresa com o mercado nacional estão sendo cumpridos.
O conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, tem elevado a volatilidade no mercado de combustíveis. Magda Chambriard explicou que a interrupção de fluxos e o aumento dos custos de transporte e seguro dificultam o planejamento.
Dependência de importações e fragilidades do mercado
Chambriard destacou que o Brasil ainda depende da importação de cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade do país em momentos de crise global. Ela mencionou que decisões passadas, como a venda da BR Distribuidora e o incentivo à importação por agentes privados, funcionam em momentos de estabilidade, mas exacerbam as fraquezas em períodos de crise.
Medidas do governo para conter a alta
Em resposta à escalada de preços, o governo federal suspendeu as alíquotas do PIS e da Confins sobre a importação e comercialização do diesel, o que representa um alívio de R$ 0,32 por litro. Adicionalmente, foi anunciada uma medida provisória com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
O governo também propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o ICMS sobre a importação de diesel, comprometendo-se a compensar 50% da perda de arrecadação dos estados. A proposta foi apresentada durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Com informações da Agência Brasil





