
A Petrobras anunciou a recompra de 50% de participação nos campos de petróleo Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III, localizados na Bacia de Campos, litoral do Sudeste. Com essa transação, a estatal brasileira volta a ser a única proprietária dos campos, que haviam sido vendidos em 2019.
Detalhes da Transação
O valor total da operação é de US$ 450 milhões (aproximadamente R$ 2,3 bilhões), a ser pago à Petronas, petrolífera estatal da Malásia. O pagamento será parcelado, com um valor inicial na assinatura, a maior parte no fechamento da operação e duas parcelas adicionais em 12 e 24 meses após o fechamento.
Exercício do Direito de Preferência
A Petrobras exerceu seu direito de preferência, permitindo que a empresa igualasse a proposta de compra feita pela Brava Energia. A Brava Energia é fruto da junção da 3R Petroleum e da Enauta, e havia anunciado um acordo para adquirir os campos em janeiro de 2026.
Localização e Produção dos Campos
Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte – Módulo III situam-se na porção sul da Bacia de Campos, em profundidades que variam entre 700 e 1.620 metros. Atualmente, ambos são operados pela Petrobras através do navio-plataforma Cidade de Campos dos Goytacazes, com uma produção diária de cerca de 55 mil barris de óleo.
Estratégia e Contexto de Mercado
Segundo a Petrobras, a aquisição oferece condições econômico-financeiras atrativas e aumenta a flexibilidade na gestão do portfólio da companhia. A compra está alinhada ao plano de negócios, reforçando o foco no segmento de óleo e gás e na geração de valor para os acionistas. A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias, incluindo a da ANP.
Retomada de Ativos
A decisão de recomprar os campos contrasta com a venda realizada em 2019, quando a Petrobras negociou Tartaruga Verde e o Módulo III de Espadarte por US$ 1.293,5 milhões. Na época, a justificativa foi a otimização do portfólio e a melhor alocação de capital.
Cenário Internacional
A aquisição ocorre em um momento de alta no preço internacional do petróleo, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, como o bloqueio do Estreito de Ormuz. Essa escalada pressiona a oferta global e eleva as cotações.
Com informações da Agência Brasil





