
A Petrobras comunicou nesta terça-feira (27) uma nova política de preços para o gás natural, que resultará em uma redução média de 7,8% no valor da molécula vendida às distribuidoras a partir de 1º de fevereiro. Esta medida representa a continuidade de uma tendência de queda, com o preço acumulando uma diminuição de aproximadamente 38% desde dezembro de 2022, segundo a estatal. A variação final para o consumidor, no entanto, dependerá de fatores como custos de transporte, impostos e as margens de lucro das empresas distribuidoras e revendedoras.
Entenda os Fatores da Redução
A atualização nos preços leva em consideração a indexação ao Henry Hub, referência internacional para o mercado de gás nos Estados Unidos, que passou a ser aplicada a partir de 2026 para distribuidoras que optaram por essa modalidade. Além da variação do Henry Hub, os contratos de fornecimento preveem ajustes trimestrais baseados nas oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio real/dólar. A combinação desses elementos, ponderada pelos volumes contratados, gerou o percentual de redução anunciado.
A Petrobras também destaca que mecanismos como o prêmio por performance e o prêmio de incentivo à demanda, implementados desde 2024, podem influenciar o preço final pago pelas distribuidoras, dependendo dos volumes retirados. Esses prêmios oferecem a possibilidade de preços ainda mais vantajosos para grandes contratantes.
O Que Muda Para o Consumidor?
É importante ressaltar que a redução no preço da molécula de gás natural pela Petrobras não se traduz diretamente em uma queda idêntica para o consumidor final. O custo final do gás natural para residências e empresas é composto por diversas variáveis, incluindo o transporte até os centros de distribuição, as margens de lucro das distribuidoras e revendedoras, e a incidência de tributos federais e estaduais. No caso do Gás Natural Veicular (GNV), o preço nos postos de revenda também é um fator determinante. As tarifas finais ao consumidor são, por lei, aprovadas pelas agências reguladoras de cada estado.
A Petrobras reforça que esta atualização de preços não afeta o custo do gás de cozinha (GLP), seja em botijões ou a granel. Apenas o gás natural canalizado para uso industrial, comercial e veicular (GNV) está sujeito a essas novas condições. Com informações da Agência Brasil.





