
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) a aprovação da adesão ao programa do governo federal que visa baratear o preço do diesel. Em comunicado, a estatal informou que a participação na iniciativa é facultativa e considerada compatível com os interesses da companhia.
Condições para adesão
A efetiva assinatura do termo de adesão pela Petrobras está condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Estes instrumentos são necessários para a operacionalização da subvenção econômica e a definição de preços de referência.
Estratégia comercial mantida
A Petrobras reforçou que mantém sua estratégia comercial, que considera a participação de mercado, a otimização de ativos de refino e a rentabilidade sustentável. A empresa busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio para os preços internos.
Outras medidas de contenção de preços
Além da subvenção econômica, o governo federal zerou as alíquotas do PIS e da Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. De acordo com o Ministério da Fazenda, a combinação dessas medidas tem potencial de reduzir o preço do litro do diesel em R$ 0,64. As medidas são temporárias e válidas até 31 de dezembro.
Contexto internacional e preço do petróleo
A alta no preço do petróleo no mercado internacional tem sido influenciada pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz. Por essa via marítima, circulam 20% da produção mundial de petróleo e gás. O contrato futuro do barril de petróleo Brent, referência no mercado, subiu cerca de 40% em duas semanas, passando de US$ 70 para perto de US$ 100.
Com informações da Agência Brasil





