Início Amazonas Perfil epidemiológico do câncer no Amazonas reforça a importância da prevenção

Perfil epidemiológico do câncer no Amazonas reforça a importância da prevenção


No Dia Mundial do Câncer, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) reforça a importância da conscientização, prevenção, diagnóstico precoce e acesso ao tratamento. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) destaca que fatores como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, alimentação inadequada, inatividade física, poluição atmosférica e infecções oncogênicas (HPV e hepatites virais) são cruciais.


Dados da FVS-RCP, baseados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), indicam que o Amazonas registrou 20.948 mortes por câncer entre 2021 e 2025. A idade média dos óbitos foi de 62 anos, com 61% ocorrendo em pessoas com 60 anos ou mais. A mortalidade foi ligeiramente maior em mulheres (50,9%), e as taxas cresceram 70,71% no período, passando de 9,15 em 2021 para 15,62 em 2025.


A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, ressalta que fatores de risco ligados ao estilo de vida, como sedentarismo, má alimentação, obesidade, consumo de álcool e tabaco, além de sono insuficiente, estão diretamente associados ao desenvolvimento de doenças crônicas, incluindo hipertensão e diabetes. “Esses mesmos fatores estão associados a problemas como hipertensão, diabetes e outras doenças metabólicas, o que mostra que as ações de prevenção são integradas e se reforçam mutuamente”, esclarece.

Anny Antony, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (GVDANT) da FVS-RCP, enfatiza a necessidade de fortalecer a promoção da saúde, a conscientização da população, o estímulo a hábitos saudáveis e o rastreamento oportuno no Sistema Único de Saúde (SUS). “Pequenas escolhas feitas no cotidiano, como se movimentar mais, cuidar da alimentação, dormir melhor e buscar os serviços de saúde no tempo certo, fazem diferença real na redução do câncer e de outras doenças crônicas. Informação salva vidas, e a prevenção começa antes do adoecimento”, destaca.

Fatores de risco no Brasil e na Região Norte

A Pesquisa Nacional de Saúde (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, aponta alta exposição a fatores de risco para câncer no Brasil. Em 2024, 62,6% dos adultos apresentaram excesso de peso e 25,7% obesidade. A baixa prática de atividade física no lazer (42,3%), consumo de álcool, alimentação de baixa qualidade nutricional e sedentarismo também foram identificados. O sono insuficiente, observado em até um em cada quatro adultos, está relacionado ao aumento do risco metabólico e inflamatório.

Na Região Norte, o perfil é semelhante ao nacional, com alta prevalência de excesso de peso, especialmente entre mulheres, sedentarismo, maior tempo de exposição a telas e descanso insuficiente. Esses fatores contribuem para a vulnerabilidade a doenças crônicas e se refletem na mortalidade, concentrada em cânceres de estômago, pulmão, colo do útero, mama e próstata, que juntos respondem por 43% das mortes por neoplasias no Amazonas.

Com informações da assessoria

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