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Pacientes morreram asfixiados por falta de oxigênio em hospitais de Manaus, diz jornal

A falta de oxigênio nas unidades de saúde em Manaus tem causado a morte de pacientes, segundo informação do jornal Estadão, apurada junto a profissionais de saúde que trabalham nos hospitais.

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“Colegas perderam pacientes na UTI por causa da falta de oxigênio. Eles ainda tentaram ambuzar (ventilar manualmente), mas foi só para tentar até o último recurso mesmo, porque é inviável manter isso por muito tempo. Cansa muito, tem que revezar os profissionais. Chamaram residentes para ajudar na ventilação manual. A vontade que dá é de chorar o tempo inteiro. Você vê o paciente morrendo na sua frente e não pode fazer nada. É como se ver numa guerra e não ter armas para lutar”, relatou uma profissional de saúde que não quis se identificar.

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Segundos os relatos, os pacientes tem morrido de asfixia, devido a falta do insumo agravada com o aumento de casos da covid-19 nos últimos sete dias, o que causou um aumento descomunal na demanda.

De acordo com o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campelo, no primeiro pico da pandemia em abril e maio, o consumo era de 30 mil metros cúbicos de oxigênio. Já nesse novo pico, o consumo alcançou 70 mil metros cúbicos.

Além disso, a capacidade de produção do insumo em Manaus é de apenas 28 mil metros cúbicos, o que já deixa uma falta de mais da metade da quantidade que seria necessária para atender a demanda atual.

Os relatos também são muitos nas redes sociais, de familiares pedindo socorro para que pessoas ajudem a encontrar oxigênio, ou auxiliem na oxigenação manual dos pacientes, chamada de “ambuzar” que é feita por meio de um balão específico, mas por conta de ser manual, é cansativa e necessita de revezamento.

Entre as unidades mais citadas na matéria, que estão sem oxigênio, estão O Hospital Universitário Getúlio Vargas e o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto.

O Getúlio Vargas está sem oxigênio e todos os pacientes estão sendo ambuzados (ventilação manual). Se alguém puder ajudar para fazer o revezamento para ambuzar no CTI no quinto andar, por favor, estamos necessitando”, relatou outro médico por uma alerta que circulou nas redes sociais e foi confirmado pela reportagem.

O Governo do Amazonas, juntamente com o Ministério da Saúde correm contra o tempo para manter os hospitais abastecidos. O governador Wilson Lima classificou disse que “estamos em uma operação de guerra”.

Na segunda-feira (11), chegou a Manaus mais uma remessa de 50 mil metros cúbicos de oxigênio para repor os estoques da empresa White Martins, principal fornecedor da rede hospitalar do Estado. O produto veio da fábrica em Belém-PA e chegou por via fluvial.

Da redação – Manaus Alerta