Uma moradora do Jardim Campos Elíseos, em Campinas (SP), realizou uma obra para concretar cacos de vidro na calçada do vizinho, com o objetivo de afastar a presença de pessoas em situação de rua. A Polícia Civil vai investigar o caso.
Segundo moradores do bairro, os cacos de vidro foram colocados no domingo (3). O dono do barracão onde fica a calçada, na Rua Justiniano de Melo Franco, registrou um boletim de ocorrência para denunciar o caso. O gerente da fábrica, Renato Correia, disse que a obra foi feita sem autorização e considera um absurdo a atitude da vizinha.
“É uma área que fica atrás do galpão, não temos visualização. Depois que ela fez isso, ela nunca mais apareceu na rua. Ela quer que tire os moradores de rua porque fala que isso implica na segurança dela, mas está em via pública. É um absurdo, porque a gente não tem controle da situação. É uma coisa muito inapropriada”, explicou o gerente.
Ainda de acordo com o gerente, anteriormente havia uma grade no espaço, mas há aproximadamente um ano ela foi roubada. Vizinhos interditaram a calçada com faixas para evitar acidentes e colocaram cartazes para dizer que a obra foi realizada pela mulher de maneira irregular.
Eles afirmaram à EPTV, afiliada da TV Globo, nesta quarta-feira (6), que a vizinha tem reclamado de moradores de rua que passavam a noite no local desde dezembro.
Em uma conversa em um aplicativo de mensagens, ela pediu para que a empresa tomasse providências e chegou a enviar imagens das pessoas na calçada. Um vídeo de circuito de segurança mostra os moradores circulando pela área. A EPTV tentou falar com a mulher, mas não obteve retorno.
O que diz a polícia
O diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 2 (Deinter 2), José Henrique Ventura, afirmou que, pela calçada ser pública, a atitude da moradora atinge qualquer pessoa que passar pelo local.
“Ela coloca as pessoas em risco, coloca a saúde das pessoas em risco. Ela não poderia fazer nem na calçada dela, muito menos de terceiros. Ou seja, isso é um crime que dá de três meses a um ano de detenção”, afirmou. Com informações do G1.





