Uma operação de imigração em Minneapolis, Minnesota, resultou na morte de uma mulher de 37 anos após ser baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O incidente, ocorrido durante uma ofensiva que mobilizou milhares de agentes, gerou uma onda de protestos e fortes críticas por parte das autoridades locais, evidenciando a crescente tensão em bairros com forte presença de imigrantes.
Protestos e Críticas à Ação do ICE
Manifestantes tomaram as ruas de Minneapolis, entoando gritos de “Vergonha! Vergonha!” e “ICE fora de Minnesota!”. A mobilização, segundo relatos, superou a intensidade dos protestos após a morte de George Floyd em 2020, na mesma cidade. O movimento se expandiu para outras metrópoles americanas, como Nova York, com manifestações pacíficas em homenagem à vítima, identificada como Renee Nicole Good, cidadã americana. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, condenou veementemente a ação dos agentes federais, declarando que “Agentes de imigração estão causando caos em nossa cidade” e exigindo a saída imediata do ICE do estado.
Versões Oficiais e Testemunhos
O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que o disparo ocorreu após a mulher tentar avançar com o veículo contra os oficiais, que alegaram estar tentando remover um carro preso na neve. A secretária do DHS, Kristi Noem, defendeu a atuação dos agentes, classificando o ato da vítima como “terrorismo doméstico” e indicando que o Departamento de Justiça investigará o caso sob essa perspectiva. Contudo, testemunhas relataram que agentes federais teriam impedido um médico de prestar socorro à mulher baleada, adicionando controvérsia ao episódio.
Contexto de Escalada nas Operações de Imigração
O caso de Minneapolis ocorre em um contexto de intensificação das operações de imigração do governo americano em grandes centros urbanos. Esta é a quinta morte registrada em ações do tipo desde 2024. A cidade e sua vizinha, St. Paul, estavam em alerta máximo desde o anúncio de uma ampla ofensiva migratória, que envolve cerca de 2.000 agentes e está parcialmente ligada a investigações sobre supostas fraudes entre residentes de origem somali. A morte de Renee Nicole Good intensifica o debate sobre as táticas empregadas pelas agências de imigração e o impacto sobre as comunidades locais.


